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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pássaro lindo

Sou pássaro doido feito fogo
Canto a linda liberdade
Correndo pelas estradas do mundo afora
Pássaro que canta
não serve para ficar engaiolado, amuado
represado numa jaula de arapuca
e nem mesmo numa gaiola de outro
Sou pássaro louco
batendo minhas asas e lindas penas
O pássaro - poeta
às vezes, pára
pra cuidar do seu ninho
Essa é sua forma de fazer poesia
Poesia: a práxis do Amor
Mas a sua essência é voar
espalhar alegria e felicidade
Poesia no dia a dia
Poesia feita com suas mãos
de carinho e sabedoria
Poesia não é só escrever no papel
Mas gestos, atitudes - paixão
Poesia sai do papel para a calçada
como já disse o velho Sampaio

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Isabella Sofia

Você é a obra mais bonita que realizei
Perfeita, verdadeira obra-prima
Esculpida no mármore dos deuses
Pintada com o orvalho da manhã
Desenhada com as lágrimas da noite
Talhada com a madeira de um carvalho sagrado
Você é o verso mais-que-perfeito, do melhor poema que já escrevi
Com rima, métrica ou versos livres, com forma e conteúdo
perfeitos e harmônicos
Trouxe-me alegria e esperança
Nos seus olhinhos de menina, criança
Você me conquistou definitivamente
Desde que a vi nascendo
O seu chorinho é a melhor música, os seus sorrisos
Ou mesmo desde a sua dança
seus chutinhos e soquinhos
Ainda no ventre?
És um anjinho mais lindo
Que fiz em minha vida

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Aquela emoção ao encontrar
a pequena menina jogando aviõezinhos
em um pequeno, escuro e esfumaçado salão de cabaret
Uma petit bailarina, dançarina
Dizia que sabe manter o seu lado criança
Arrebatou meu coração
Quis logo ser seu namorado
Eu, poeta de peito bêbado
um embriagado de coração vagabundo,
perdido pela noite
Cheio de emoções na carne
Com meu lirismo, minha taradeza, romantismo e loucura
Foi o maior coice que tomei da realidade,
sim, o maior foi te amar e ver crescer o poder,
domínio e admiração
que sinto por ti

*

Minha musa dos olhos cintilantes, folhas de outono caídas
duas luas pintadas de azul - na pálpebra
Maior emoção é ver nosso amor crescer
Você toda produzida com seus brincos e colares
Você é linda com sua maquilagem, muito cheirosa
Bordando as toalhinhas da nossa Isabella
O calor de suas mãos carinhosas e ágeis
preparando com todo carinho e esmero uma sopa
Sim, sabemos que você é muito dedicada, 
do seu cuidado com as coisas
fica até linda quando está brava
Quero ser seu namorado eternamente

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Poema

O Consumismo aprofunda o vazio do ser
torna-nos uma casca de noz, na era do vazio
entre o ser e o ter, prefiro ser essa metamorfose
Sou o que sou, sem mentiras
Não me apoio na tirania da exploração
das contas correntes
Da peste emocional
Porque minha vida é tão difícil
encontro-me em um inferno, em uma temporada nele
Não quero ser colocado, provado ou testado
em uma situação limite

Poema

AS experiências da vida em conjunto vão se modificando
Você ficando tão mais bonita quanto irritadiça
Impositiva ou mandona, com olheiras fundas
Fica tão linda brava
Eu fico triste com sua distância

A vida vai ganhando cores
a nossa pequenina crescendo
dentro da sua barriga

Você faz todo um terror e mistério
O amor se torna doentio, visceral
Em meio a loucuras e brigas de amor e safadeza
Tira proveito, me usa e abusa
Sempre querendo provar do meu amor vadio
coisas ou demonstrações não mostram nada do que sou ou sinto
Amor nenhum se compra ou se vende

Nossas diferenças se aprofundam
você querendo dominar ou impor
ainda assim te amo demais
seu modo atrevido e ousado de tentar
Irei contigo até o fim, de corpo e alma
mas preciso às vezes respirar

terça-feira, 5 de março de 2013

O demais nunca é o bastante
Sempre querendo mudar o meu modo de ser
Meu ser poético, lírico e romântico
o modo que sou - no fluir e no devir
Fazendo-me sentir o último dos seres
O mais descartável, inútil e dispensável nesse amor

Disseste estar cansada, já não sou mais o mesmo
não me procura com o ardor da juventude de antes
às escondidas, namoros nas estações e passeios insólitos,
fazia de tudo para me encontrar e ficar comigo nos raros momentos

Dizes que não estou nem sou presente, não me interesso por nada
Apenas com coisas materiais cotidianas, corriqueiras
Trocando e oferecendo apenas o dever pelo prazer
as implicações e obrigações, brigas, birras e brigas por emoções
Pergunte a si o que será que estou recebendo?
Qual é o retorno que tenho?
já que me consomes e joga fora?

Ameaças de sumiço ou abandono não resolvem
sempre escuto que eu não sou, não faço,
Experimente ficar sem eu por um tempo
pra ver se me esquece ou se sente falta
Não quero ser o bagaço da laranja
Chupado, usado e jogado fora
Não quero me sentir descartável

segunda-feira, 4 de março de 2013

Lunáticas românticas


26/02/2013

Não sou nada bom com as mãos, coisas manuais
Tenho problemas demais com as coisas práticas
Sou mais um daqueles Albatrozes, um lírico perdido nesses tempos
Um romântico retrô: de volta ao passado
Querendo as origens, um tempo mais puro

01/03/2013

Às vezes em meio a multidões
Isolamos-nos em nossas conversas até tocarmos os céus
viajamos em um cometa através galáxias
Sentamos na lua em nossos planos
Dou-lhe os anéis de Saturno
Na última vez que passamos por Júpiter
Acompanhados por Marcianos

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vir-a-ser

25/02/2013

Quando te conheci
Eu andava no lodo, em uma escuridão profunda
Havia perdido todas as esperanças
Quando te vi, um anjo azul tão lindo
Caído nas profundezas do inferno
O sangue revigorou nas veias
Voltou a correr
Você deu todo um sentido na minha vida
Ressuscitou uma flor de lótus no pântano do meu peito
Que era pedra e se rachou com seu amor dinamite
O sopro novo de uma brisa do mar
Foi uma paixão, diamante louco
Nunca mais fui nem serei mais o mesmo
Nem o rio em que navego será

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

12 de Fevereiro 2013


Eu te amo um amor puro, sincero
Que vem de dentro de eu, de outro mundo,
Extraterrestre, outras galáxias
Amo o teu ser extraordinário
Ainda que você me machuque às vezes
Com alguns testes pequenos, mesquinhos
do mundo material exterior
Dizendo que lhe nego algo pequeno
Colocando à prova meu amor sincero
Pela pedra preciosa mais rara e
Importante que encontrei
entre tantos pedregulhos
Meu diamante a ser lapidado
por meu amor imenso
Nos trará outra joia rara
Para este mundo

Janeiro 2013


Tenho as minhas melhores lembranças
Daqueles tempos ingênuos em que lhe conheci
Admiro sua beleza ao dormir
Olho para trás e vejo tudo o que fizemos juntos
Suas carnes magras e bonitas de gata esperta
Seus olhos verdes de folhas caídas, seu rosto está ficando redondo
Tuas formas ficando mais bonitas com nosso rebento
Vejo tudo o que fizeste e fazes
Todos os cuidados e o carinho
São e serão para sempre lembrados
Tudo o que fizeste por eu
Você sempre tão linda como minha deusa
Eu sou o seu patinho feio
cheio de problemas e defeitos
Porém sempre dando o meu melhor
O máximo possível do meu amor
Você me deu tudo, o maior gesto de amor
Companheira, sempre está do meu lado
nas horas mais difíceis, dizendo a verdade

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O filho que ainda não veio: meu maior rebento

Amigos do Rebentos do Celso:

Minha longa ausência de quase três meses da última postagem aqui no blogue justifica-se por um turbilhão de mudanças e revoluções que aconteceram na minha vida.

Como um bom loco e delirante que sou, delirante, amante fogoso, agora estou me dedicando e preparando pra o meu maior dos rebentos. Dentro das três coisas que um homem deve fazer na vida, segundo o provérbio chinês (plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho), este será o último dos que ainda não havia feito: ter um filho, o meu próprio rebento.

Não falo da minha produção em verso e prosa que gerei ao longo desses anos todos, mas um este último, o rebento de carne, osso, sangue, vísceras e espírito virá arrebentando. Meu filho, que será a minha maior realização na vida dentro de cerca de mais seis meses.

Portanto, não estranhem minha longa ausência, seja por falta de internet em casa ou mesmo de tempo.

Abraços e saudações a tod@s.
A vida começa a mudar os seus rumos
Tomar outras direções
Numa discussão sobre a ética dos vencidos e derrotados
Somos seres sociais, embora queiramos ficar totalmente a sós
antissociais no nosso amor, ficarmos alheios ao mundo
Desde a sua volta foi tudo muito doido
Noites loucas e embriagas passeando pela rua
De braços dados na República de meus sonhos
Escalando os topos do Banespa
Visão Dantesca da Paulicéia Desvairada
O beijo louco na boca carnuda
passeios na cerealista, mercado do meu coração
No Bixiga de Adoniran e Geraldo Filme
sambamos nos hotéis um amor delicioso

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Jogatina do amor

É sempre a mesma dor na partida
Partido o coração segue sem mais lágrimas
no fundo d´alma para serem choradas
Sempre a mesma decepção e agonia
O mesmo jogo na vida desalmada
Maldição de deuses, fatalismo, destino inexorável
Ela decidiu tudo sozinha, não aceitou o desafio
Cobranças, a pressão e as falhas
Vida demasiadamente humana demasiada
O rio da felicidade secara ou secará?
E todos os sonhos deixados de lado
A vida é não-planejar - só seguir em frente
Mais uma vez as lâminas das palavras
deram um talho no velho miocárdio
do velho comboio de cordas e fibras do coração
O sangue escorrendo das veias da lembrança
As mesmas juras e tantas promessas de sempre não honradas
O mesmo jogo de subordinar o amor ao dinheiro na expectativa
O mesmo jogo de provocações, ciúmes, inveja e paixões doentias
A insegurança atrapalhando o fluir do viver
nunca apostando, nunca pagando para ver
o risco da ponta da faca gelando a emoção
no corte da vida a sangue frio emocionante
sentindo o arrepio nas cosas suando frio em bicas

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Do fundo da loucura

Trombamos num Sábado

perdidos numa noite suja

Ela feito uma musa linda

The lady in red: vestida de modo cigano

andando como em uma dança, cigarro na mão

A conversa é fluida, longa e tranquila

ainda que com troca de farpas ciúmes e guerras

A noite acaba sutil, suave

depois das brumas de loucuras na cama

envolta de lençóis e cobertores

Ela sempre vive no mesmo jogo de seus silêncios e esconderijos

fugindo, evitando e se escondendo

Ele sonha com valsas e dançarinos

no baile de máscaras dos Capuletos vivem

uma dança suave, mas frenética: no escuro.

Os sonhos retornam, como ratinhos correndo para buracos

como uns folhetos de papel ou

 mesmo um sexo proibido debaixo das cobertas

tão real com SteMarie, índia mulata bela

que acordei de pau duro excitado parecia verdadeiro

Os sonhos voltando e passeios ao léu

revivendo tudo em andanças e passeios nas alturas

romances proibidos, procura de uma casa

o futuro numa risca e uma linha tênue nas mãos

Passeio em praças ao léu de mãos dadas na Luz

deitada em um banco ao por do sol

Passeios nas alturas beijos macios

 boca carnuda cheia de mel

Bailes de corpos fundindo-se num só

quartos de hotel ao meio dia de segunda

conversas metafísicas mas o toque da carne

brincadeiras eróticas sensualíssimas

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Soltando meus demônios

pelos dedos

Eu atiro com pistolas

no desespero

Meu canto angustiado

é certeiro

Meu pranto aperreado cai

no bueiro
Não há o que falar ou dizer sobre o que contaste meses atrás.
A vida emudeceu, sem pensamentos, um descrédito
niilismo de céticos e eféticos do espíritos se abateu sobre nós
Muito pior do que os furos, mancadas, vacilações e hesitações
Tudo passa - apenas isso não passaria, nem passarinho
O que faria se você sumisse com ele? 
alguma arte aconteceria, dentre tantas que aprontaste
A vida desceu seu chicote, deixando o couro duro e a casca grossa 
de tanto que enganaram, mentiram e passaram pra trás
O tempo andou brincado e jogando sal grosso no nosso lombo
cicatrizando, ensinando e vem o vento e leva tudo embora consigo
Nada mais é possível e passível de ser dito
A última ficha tombada na jukebox foi
um juramento de amor eterno traído
Uma dentre várias canções de amor, Bob Smith
E tão trágica a vida como uma peça de William Shakespeare
o amor, um vinho velho correndo em bicas
como o sangue no mundo

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Lembrança do gosto de rabo-de-galo
Cynar com Velho Barreiro no copo
Nas calçadas do rock, ensandecidos
Bombeirinhos em copos de plático brancos
tingidos pela groselha das seis da matina
Em um desses botecos da Liberdade
Xanas cheirosas nas estações de trem
escadões e cantos escuros da madruga
Damas da noite morenas coxudas no sobrado
de uma casa velha
Tudo tinha o gosto doce de maria-mole
Breaco na madrugada com camaradas
Nas casas da noite, de vovô
Rezando pro deuses dos chápeu de sapo
e mandando estoura peitos bombas ativas
E vinhos velhos vomitados em manchas
de camisetas brancas

Quero deflorar a meia noite, o útero da madrugada
Comer sua boceta arrombada
Chupetas e fodas quentes em fuscas
Sonhos molhados
esperma da polução
noturna

sexta-feira, 27 de julho de 2012


Na estrada da seca - todos os seres passam para o nada da morte e da fome
Não somos nada na viagem - a vida pede passagem no monte da teta em Cabugi
somos como o jumento morto secando - couro e ossos - beira de estrada semiárida
Camas de rede no vento oceânico de Tibau
Comendo olhos de taiobas na beira do mangue, observando os caranguejos na lama
Andando quilômetros em trilhas de areia como nossos ancestrais
Comendo xique xique alucinógenos, sorvendo água da cabeça de frade,
beijando jararacas e cascavéis escondidas em macambiras
Vendo as pinturas rupestres feitas por índios extraterrestres 
nas pedras dos montes há milênios atrás
Enquanto Batman o cavaleiro das trevas metralhava todos no cinema
Eu estava em parques de diversão no sertão de Caicó
O Sertão das políticas como dizia Lua Gonzaga
Do comício nas Rocas em que estava Jackson do Pandeiro com Manoel
Ouvia-se um candidato a vereança pedir votos a exclamar:
"Votem em mim que sou pobre
O Rico dorme numa cama de colchão de mola
enquanto eu sou pobre durmo numa cama de pau duro"

terça-feira, 5 de junho de 2012

Estilo - Charles Bukowski (LEGENDADO)



Estou de molho, torci o pé no final de semana, fui no hospital ontem.  Como estou de molho - e só quem sabe ficar de molho, e conseguir fazer coisas boas, e não se entediar com sua solidão e repouso, na companhia de bons livros, bons filmes.

Só quem consegue se suportar e ter a solidão de águias em regiões hiperbóreas,de montanhas nevadas e alpes gelados, como afirmava o Nietzsche, é que é verdadeiramente um cara com caráter e capaz de encarar aos outros, pois encara a si próprio sem medo. Afinal, ele mesmo dizia que "Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia." E boas companhias são as  pessoas e idéias perigosas, de pessoas extraordinárias, que movem o mundo para frente contra a mediocridade e conformismo reinante.

Estavam comentando e brincando com a mesma foto do topo do blogue, em que apareço fumando um charus cubano, enviado pelo Fidel Castro, direto de Havana, para uma festa cubana. Até que uma colega falou em estilo. Sim, daí lembrei do velho poema "Style"do "Crônica de um amor louco", lido pelo ator Ben Gazzara, que interpreta o Véio China, o véio safado do Bukoswki, sobre o estilo dos homens.

Feita esta observação, voltei para o meu repouso e costumeira solidão. Pois só quem tem estilo sabe o que fazer quando aparentemente não há nada para fazer, só o repouso e o encontro com seus próprios demônios.

sábado, 2 de junho de 2012

Nossa diversão está garantida, baby
Precisamos de muito pouco para isso
Enquanto muitos não sabem o que fazer
à meia noite trancam-se em suas casas
temendo o tremor que vem da rua
Cheios de medo, com suas espingardas e fuzis,
trancados em suas mansões labirínticas
Enquanto nós respiramos o fumo-hálito da noite
Quem ousa ser diferente é tratado
como um indigente, marginal do lixo cultural
banhado pela mediocridade dos burocratas
inúteis, parasitários e censores-ditadores
que toleramos no cotidiano corriqueiro de mesquinharias
Todos os loucos e doidos varridos
os sujeitos extraordinários, estão se esvaindo
Beleléu-nego dito, Jacobina
o herói das estrelas foi-se dançando
num maracatú atômico
Esta cidade parece sufocar-te
com a sujeira e a poluição de punheta
Tomo um caldo de caramujo 
em casas surrealistas 
está nevando até de manhã
A moça da por trás do balcão
Da bocavermelha, carnuda
sorri, linda


Seguidores

Pilotando a banheira do Manoel nas dunas

Pilotando a banheira do Manoel nas dunas
seguindo após Pitangui até Muriú-RN

Tatoo you

Tatoo you
Woman of night; Strange kind of woman; Lady in black; Lady evil; Princess of the night; Black country woman; Gipsy; Country Girl

Caricatus in 3X4

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Outra caricatus

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Desenhista do bar e restaurante Salada Record

Mix, podi mandá "uma" aí?