domingo, 28 de março de 2010

PhD na vida

Estudei em faculdades, aguentei certos bancos de escola
Assisti até aulas e conferências que não falavam sobre nada deste mundo
só para poder entrar no esquema, pela sobrevivência
Tenho muita dificuldades em sitematizar
Mas no que sou mais escolado, no que sou PhD é a escola da vida
Ficar pelos bares, com um copo de rabo de galo
dando punchs no fígado, junto com uma porção de torresmo, jogando numa mesa de bilhar.
Fui mestre em ver bailarinas rodopiando no ferro, dormi em hotéis, cantei com vários menestréis
Aprendi mais sobre comunicação em greves que qualquer curso superior ensina para uma pessoa
Todo aprendizado que vem das ruas tem mais carne e sangue da vida real
que qualquer manual escolástico ou conferências insosas

Vi punks moicanos
entrando em padarias chiques da Vila madalena, com suas namoradinhas
se fosse nos oitenta, Bob cuspe mandaria ver em suas faces

Andy Warhol, vi seus quadros, senhor américa
Em companhia da Nico, ao som de um veludo underground
Depois fui gargalhar com homens que encaravam cabras
e sua trilha sonora que ia de Boston a Supergrass
e até um policial brasileiro, Veronica, a professorinha
que se meteu com a polícia e o tráfico
Depois ainda veria meu vizinho Zé Gerardo
mas um pileque homérico após uma prova de concurso estressante
acabou com tudo

A má-fé dos escritores de profissão de fé e a falta que lhes faz um pouco de estética e sociologia

Alguns escritores assemelham-se aos sofistas gregos. São os sofistas da modernidade. Para eles, não importa o conteúdo do que escrevem. O importante é o malabarismo e a punhetagem literária. Desde que encha suas burras de dinheiro para sua sobrevivência medíocre e mesquinha para enganar os trouxas e os incautos que o alimentam e ao seu ego, tá valendo.
Mesmo que isto seja a marca da sua hipocrisia, da sua má-fé, enquanto escritor, enquanto intelectual (sim, pois trabalha com a escrita e idéias, qual o outro nome que inventaram para esta categoria?) ainda que carregado de certo ressentimento e canalhice, coisa de paspalhos que não pensam sobre o que fazem (e isto até pode parecer um bocado de um disfarce entre tantos, e até lhes confere um certo charme canastrão, hein?)

Sem ser sendo um socrático na peleja contra os sofistas, que ganhavam sua grana ensinando os cidadão a mentir em praça pública para ganhar os debates, sem se importar com o conteúdo do que diziam. Pois a história se repete, e a canastrice também.

Percebo que alguns destes pós-moderninhos cometem suicídio filosófico da estética. Eis aí a falta que lhes faz um Kant ou um Nietzsche por exemplo. Pois em suas expressões e formulações sobre arte estes arrogantes demonstram, quando se metem a falar sobre as coisas que desconhecem, cometem duas atrocidades: reproduzem a questão da infantilidade do gosto pessoal, do subjetivismo (só falta usar a expressão que demonstra o mais profundo mau gosto ou a expressão do egocentrismo, "gosto não de discute"); e seus juízos estéticos estão eivados de preconceitos morais e políticos (a doença da moralina, dos juízos de valor morais).

Também sei o que é a escola da rua, dos botecos, da zona, mas que não me furto a fazer certos debates, já que não sou homem pela metade, e vejo a falácia destes ignóbeis e imbecis, não sem dar uma risada de canto. Dirão, isto é muito hermético, é um debate muito especializado. Mas se alguém entrou no campo minado da escrita e da literatura e não topa com alguma mina, não sai do olhar superficial da coisa, pra que é que entrou neste mundo então? Pra entrar numa briga e sair sem nenhum arranhão?

E o pior é quando tentam utilizar um jargão ou categorias sociológicas como colonização, dão tiros no próprio pé, pois o que assistem também é colonização ianque, como bangue-bangues, rockys ou rambos da vida. Como se fosse um grande problema! Colonização por colonização, é tudo a mesma merda. Dado seu ressentimento e falta de auto-estima e autodidática, estes meio homens praguejam sobre o que nem fazem força para compreender. É o famoso não li e não gostei, os que julgam o livro pela capa.

Fazem pose de joão-sem-braço, mas levam mais um cotoco na cabeça. Derrota por derrota, tem uma pá deles que vemos todo dia pegando o trem da cptm ou no busão, um monte de bandidinhos dando seus pulos por aí, mas que nem por isso choram pitangas. E cada um se vira como pode ou consegue, mas todos estamos fodidos, a maioria absoluta, e nem por isso ficam por aí de trololó.

Mas os escritores sofistas são eternos impotentes voluntários, coitadinhos broxas que vivem a se autovitimizar e achar bonito e lucrativa a estética ($) de se passar por fodido ou marginália lumpen. Queria vê-los comer merda, mas nem lumpens querem saber de comer merda. Talvez se compreendessem um pouco do que é contextualização histórica dos livros que leem, sacariam mais da parada. Mas daí, já é pedir demais.

Honestidade e sinceridade, acima de tudo

Eis algumas cenas de sinceridade explícita que recebi de uma estudante


Os diferentes usos da máquina de lavar: o uso masculino




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