domingo, 29 de agosto de 2010

Estou animando mais com a briga está tomando mais as ruas e ganhando boas proporções. Já voltamos a fazer visita aos professores, a coisa está esquentando, vamos virar este jogo. O tempo seco está meio estranho, acordo com minha garganta ressecada, o nariz também e por ai vai. fazendo um curso virtual, estudando um pouquinho pro vestibular (como é difícil disciplinar-se depois de um tempo, enferrujamos...), agora nas escolas de novo, visitando, pra coisa seguir em frente.
Estou lendo algumas coisas bacanas, consegui achar o Hipérion do poeta Friedrich Hölderlin, um autor que tem obras difíceis de encontrar (só tive acesso há treze anos atrás a seus poemas num livrinho da biblioteca do Centro Cultural São Paulo)  além de receber o livrinho do André Breton, Nadja, e outro do Qorpo Santo, Miscelânea quriosa, que encomendei virtualmente. eu já havia conseguido outro do Breton, o Arcano 17, agora encontrei o Nadja. Também escuto bastante música, mandei ver os bolachões do Master of Reality (fazia um tempo que não curtia), Frijiid Pink e o Road, foi uma boa diversão e um bom lazer.
Tudo da boa companhia, de bons amigos, de bons livros, da minha nega, e por ai vamos que vamos levando as coisas. Depois do trampo, depois do estudo, depois da militância, ainda dá tempo para ficar numas de Chinaski, tomando um copão de caipirinha, na boa, conferindo neste final de domingão as cabeludas aventuras do Indy Jones. Ainda que tenha um revisionismo do Império britânico, uma espécie de acerto de contas com o passado dos seus colonizados da India, serve para descontrair e lembrar um pouco dos anos oitenta. Só quem foi moleque naqueles tempos sabe o que estou falando. Nessas alturas da noite, já nem penso em patrulhas ideológicas.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Bienal cheia de paga-pau e animal de estimação

Repare que até o logo da bienal está chorando... veja o olho do lado esquerdo, vermelho, com uma lágrima azul...

O sábado foi um sossego pra eu e pra cleinha. Demos um pulo em Moema no sábado, comemos uma peixada em uma casa de uma conhecida dela. Lá tocavam rock, trocamos figurinhas com amigos, contamos piada, à noite tomamos um vinho, fomos saborear a sopa de cebola na escuridão do Ceasa, que tinha suas luzes pifadas.
Já ontem no domingão, mesmo sabendo do risco e do mico tamanho King Kong que poderia pagar, perdemos nosso tempo visitando aquela grande praça de alimentação chamada Bienal do Livro (ainda se fosse o alimento da alma, mas não era isso que as pessoas consumiam por lá). Tudo isso para agradar amigos. Bem que avisaram, mas ainda bem que como teacher, não paguei nada para entrar. Do contrário, o arrependimento seria ainda maior. Sabe aquele tipo de premonição que você tem de que se estrepará no fim das contas, mas ainda assim segue em frente? E os promotores ainda acreditam que estão contribuindo para tornar o Brasil um país leitor... bella aroba, ou melhor, grande piada... Pior que isso, só a tal da flip, onde os tipinhos descolados do tipo Odara vão fazer farofa e puxar o saco do sociólogo desempregado FHC em uma palestra sobre Gilberto Freire.
O foco do mercado editorial (porque afinal de contas, tudo é mercadoria, inclusive um livro, purismos à parte, e os caras estão se preparando para lucrar mais ainda com e-books, livros em cds, dvds, pois não tem gastos com papel, impressão e o escambau) desta Bienal estava voltado para a pivetada, para os crentes de toda crença, livros de auto-ajuda, besta-sellers do momento, e é claro, ressalte-se o fato de haver mais stands de praça de alimentação do que de livros. Editoras antigas, que publicavam livros bacanas, como a brasiliense, iluminuras, nehuma. E ainda haviam aquelas revistas chatas e seus promotores mais chatos ainda que quase te agarravam para dar um "brinde", que, na verdade, não era bem um brinde: você tinha que assinar aquela porcaria para ganhá-lo.
Até vi algumas coisas legais, "A história do olho" do Battaille, um sobre hegemonia em Gramsci, e talvez mais um outro, o "Cidade...", do Kerouac, mas nem o preço ajudou: tudo acima de 50 pilas. Preferimos sair de mãos abanando. Nenhum asco pela pirralhada e animais de estimação comendo seus salgadinhos,  mas sempre fui adepto do sebo e agora com compras pela estante virtual, a coisa ficou mais certeira ainda. Nada como feiras que descontam 50% ou de sebos que enviam para ti o livro em casa sem passar por aperreios em um pavilhão abafado.
Pra dar uma espairecida e compensar a total perda de tempo, tentamos ainda pegar um jazzão ao vivo que perdemos pelo atraso daquela marmotagem toda. A solução foi tomar umas nos botecos ali de Moema perto da Igreja da Ibirapuera.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Tiririca na cabeça: pior do que tá, não fica (será?)


Ando meio sem criatividade para escrever aqui, tô sem saco mesmo. Não tenho esta de ficar me justificando, pois não devo nada pra ninguém, a não ser pra banco, mas quem não deve pra banco? É que tenho feito um bocado de coisas mais legais do que escrever por aqui. É que escrever para minha pessoa é só um lazer, uma diversão, e não uma obrigação, muito menos emprego em tempo integral. E quando a gente fica ocupado com outras funções práticas, sobra pouco tempo para as lamúrias líricas.
Eu vi aquela submissão do Felipe Massa, o cara deveria se envergonhar de ser um pau mandado. Há tantos paus mandados por aí, que mais um não faz falta. Ganha e pede demissão, porras. Isso que significa ser um cuzão assumido mesmo. Tenho ficado mais sossegado, estudando, li um bocado, mais alguns do Jorge Luís Borges, outros do Cortázar, alguns do Almodóvar que são de rachar. Tava encarando um Burroughs em espanhol o Ciudades dela noche roja, um bocado de ficção científica, sobre um vírus, mas parei na metade de alguns. Faz parte, uma vida mais apolínea do que de costume, mais sossegada, luminosa, fugindo de badalações como sempre.
Às vezes ligo a TV e engulo o sapo de ver o Tiririca dizer O que é que faz um deputado federal? – “Na realidade eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”. Vote no tiririca pior do que tá, não fica... Nada pelo fato do cara ser cearense ou comediante, isso já foi ultrapassado, superado. Pense que a política deve ter humor, não ser aquela coisa chata e maçante. Por isso que o pragmatismo tá imperando, num mundo de sisudos e sectarismo pode surgir algum aventureiro e papar tudo. Pensando bem, tem tanto picareta nos fazendo de palhaços, que um palhaço quer ter seu espaço no meio do picadeiro daquelas marmotas mumificadas que agora ficam indignadas, mas quando se propõem a votar uma reforma política e eleitoral séria no país? São as mesmas "vestais", as virgens da política que bradam contra uma assembléia constituinte exclusiva para votar. Imagina se darão o tiro no próprio pé ou tirarão a escada que os levou ao poder! Só se for para o povo não subir.
 Mudo logo para assistindo uns filmes que gosto, curtindo uns sons que nunca imaginaria que conseguiria ouvir (graças à net), aproveitanto este clima gelado em Agosto, dou uma saida com minha nega, comemos uma fricazza, é tempo de Nossa Senhora Achiropita no Bixiga, vimos uma peça sobre a Hilda Hilst, perdi uma sobre o Kafka e o Rilke, e vamos levando. Não tenho produzido muito, estou desléxico e relapso com a escrita de contos, e crônicas, escrevendo mais artigos de opinião, alimentando outros blogues. Pelo menos, não preciso bater cartão com a escrita e faço apenas quando quero e gosto. Poemas, eles sempre vem na minha concepção não precisam ser escritos, são ditos e feitos cotidianamente em gestos ações e palavras.

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