domingo, 5 de setembro de 2010

Festas nos bairros carcamanos

Esta época eu costumo lembrar muito da minha infância. Principalmente por ser uma época nostálgica, entre Julho, Agosto e Setembro, em que há festas de São Vito, Nossa Senhora Achiropita e San Genaro, principalmente esta última, que ocorre no bairro da Mooca, reduto de carcamanos e seus descendentes. Eu morei lá por três anos, próximo da rua Javari, onde meu velho me levava para ver os treinos do saudoso moleque travesso, o Juventus, primeiro time do meu coração. Lembro do largo do cambuci também, em que pedíamos a pizza da 1020, uma das mais antigas e tradicionais, que volta e meio passo por lá.
Sempre que posso, dou uma revisitada neste lugares e saboreio as massas, os quitutes preparados. Penso que todo carcamano é um pouco saudosista ou quer retornar ao passado, lembrar de sua infância. A nostalgia é uma de nossas caracaterísticas mais acentuadas, principalmente se estás solitário em um Domingo morto como este, assitindo as peripécias de um Casanova do gênio surrealista Federico Fellini que descolei com meu amigo gringo chileno.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Há um cheiro de golpismo no ar

Este é um blogue pessoal, portanto, descontraído. Por isso, gosto de usá-lo para algumas vadiagens e vagabundagens, falar de coisas da vida e do seu mundo da vida. Mas pode ser também que certas vezes ele fique sério, quando a chapa fica quente. Como diria o Ginsberg, Todo mundo é sério, menos eu.
Pois eis que com esta história toda, começam a surgir certas semelhanças, principalmente por parte de um partido que já foi base de sustentação do golpe militar de 1964. E parecia que naquela época, certas viúvas procuravam as Igrejas, os quartéis e coisas deste tipo para falar em "república sindicalista", em sujeiras e moralismo típico de raposas que cuidam do galinheiro quando se tratam de maracutaias, escândalos e dossiês.
Há um cheiro podre no ar, e ele começa a se alastrar. É o cheiro do golpismo, que vem sendo orquestrado. O golpismo é típico dos desesperados, que não gostam da eleição, e tentam impugnar outras sem o julgamento necessário e o veredito final, tentam arrastar tudo para o tapetão, aonde sempre ganham. Vamos ficar espertos e alertas, pois a situação exige cautela e vigilância, além de agilidade para ir às ruas.

domingo, 29 de agosto de 2010

Estou animando mais com a briga está tomando mais as ruas e ganhando boas proporções. Já voltamos a fazer visita aos professores, a coisa está esquentando, vamos virar este jogo. O tempo seco está meio estranho, acordo com minha garganta ressecada, o nariz também e por ai vai. fazendo um curso virtual, estudando um pouquinho pro vestibular (como é difícil disciplinar-se depois de um tempo, enferrujamos...), agora nas escolas de novo, visitando, pra coisa seguir em frente.
Estou lendo algumas coisas bacanas, consegui achar o Hipérion do poeta Friedrich Hölderlin, um autor que tem obras difíceis de encontrar (só tive acesso há treze anos atrás a seus poemas num livrinho da biblioteca do Centro Cultural São Paulo)  além de receber o livrinho do André Breton, Nadja, e outro do Qorpo Santo, Miscelânea quriosa, que encomendei virtualmente. eu já havia conseguido outro do Breton, o Arcano 17, agora encontrei o Nadja. Também escuto bastante música, mandei ver os bolachões do Master of Reality (fazia um tempo que não curtia), Frijiid Pink e o Road, foi uma boa diversão e um bom lazer.
Tudo da boa companhia, de bons amigos, de bons livros, da minha nega, e por ai vamos que vamos levando as coisas. Depois do trampo, depois do estudo, depois da militância, ainda dá tempo para ficar numas de Chinaski, tomando um copão de caipirinha, na boa, conferindo neste final de domingão as cabeludas aventuras do Indy Jones. Ainda que tenha um revisionismo do Império britânico, uma espécie de acerto de contas com o passado dos seus colonizados da India, serve para descontrair e lembrar um pouco dos anos oitenta. Só quem foi moleque naqueles tempos sabe o que estou falando. Nessas alturas da noite, já nem penso em patrulhas ideológicas.

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