quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Da boca saem jatos de cogumelos atômicos


E borboletas de cristal voam como efemérides


Nunca o passeio foi tão longo e estranho numa noite de bebedeiras


Solitário por noites loucas, os caminhos de néon em corredores da morte


Noite dos nóias zumbizando mortos vivos procurando pela pedra sagrada comestível para tragar e entorpecer seus brônquios de metal


E putas mais doces de saias curta e coxas grossas e outras magras loiras morenas todas angelicais
umas bundudas outras peitudas passeiam pelas ruas próximas da Rua Mauá na Estação da Luz


outras doidas e sorvendo o líquido da vida a mil por hora, cantando e fumando narcóticos aspirando o hálito vital da noite em pó


Enquanto uma dança feito louca dança mascando chiclete com cara de insana louca e demente


Libidinosidade andando pelas ruas de papel e creme comendo sanduíches gordurosos de realidade


Vendo filmes pornôs muito sacanas e surreais em que as mulheres fazem mil caras e bocas quando chupadas no grelo e falsamente gemem quando penetradas, curradas feito éguas em posições malucas


A noite passa como fios de néon, alucinadas, com luzes e cores mortais acesas em brasa gritando e clamando em seu seio por mais suavidade e tranquilidade nos corações aflitos por mais


Com sede de amor, famintos por um pouco de afago e carinho em almas perdidas


Clamando por mais imaginação e criatividade em noites loucas e delirantes

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mulheres bruxuleantes povoam meus sonhos falando comigo


-  em sonhos lilases com fantasmagorias


dissolvendo a droga em tubos de ensaio com bicos de bunsens


deitando todas as ampolas e puxando com as seringas conversam comigo


assim como minha velha avó aparece em sonhos


dizendo que está em um asilo de velhos loucos

pedindo que a visite no sanatório da igreja em que ela se encontra

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Fetos mastigados como chiclés de bola

O amarelão no cérebro faz recordar de veras


Como era linda em sonhos de chocolate em bombas de explosão


Do suco vaginal que a fazia dormir, embalava sua criança em limonadas da testa


A rainha da paz não voltará mais com suas lontras assassinas


Deusa de olhos brilhantes uma druida celta cinzenta


Ganesh ou a aranha spinozana do universo


Ornitorrincos arranham a minha caixa craniana


Enquanto busco papagaios nas grutas de suas gargantas


Revoadas de maritacas em meus pulmões de de cimento e concreto


Das flores, violetas, orquídeas, azaleias que nascem entre os pentelhos de sua boceta


Pendurado nos úberos de suas tetas de loba magra


E nos ossos finos de leopardo corredora com dentes caninos à mostra


Devorando os sanduíches do sonho e as vísceras podres da realidade


Partiu sem medo e sem dúvida rumo aos peixes espadas e raias e


enguias dentro de seus intestinos e do sexo furioso e cortante das barbatanas do tubarão

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Pilotando a banheira do Manoel nas dunas

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seguindo após Pitangui até Muriú-RN

Tatoo you

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Caricatus in 3X4

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Desenhista do bar e restaurante Salada Record

Mix, podi mandá "uma" aí?