terça-feira, 21 de abril de 2015

Novos horizontes
Um ser, anjo, rasga de dentro do peito
Ser alado, em uma metamorfose cambaleante
Está buscando refúgio e abrigo
Superando as melancolias e dores psíquicas, mentais espirituais
Da solidão e da distância da criança alada, anjo guardião
Que acalenta, pacifica e acalma a sua alma
Procurando a autenticidade e a verdade nos seres
O compromisso nas palavras e atitudes, ações
O compromisso nas transformações, nas mudanças
verbais, atitudinais
Com o cheiro das flores da primavera, e o cair das folhas outonais
O vento frio vem mudando, amanhecer, entardecer
As folhas são varridas pelo seu gélido sopro
Na praça, os fantasmas das crianças brincam no playgrounds do passado
E vejo no alto da Matriz e no badalar do seu sino os mashmallows entre os dentes
E nas passagens que vou vivendo, altar do sacrifício, mesas girantes
Passeando pelas estradas, no alto de montanhas alegres, frias, anunciando o novo dia
O brilho das estrelas, o mato, a chuva

domingo, 28 de dezembro de 2014

Saudade

Suas mãos firmes, os dedos finos
apertando a massa, fazendo doces cristalizados
ou docinhos, beijinhos, brigadeiros, amendoim doce
ou bolos de diversos tipos
As conversas ao pé da mesa, o rádio ligado
A vida nunca mais será a mesma
nunca mais esse tempo voltará
as conversas, ensinamentos ou simplesmente
prosas jogadas fora
Estórias de ouvir vozes
vindas da mangueira do sítio
As estórias do cachorrinho fri
Ou dos personagens, pessoas do interior
Roque Tete, Emilinha, vorta mula, ou da Maria Boi
Nunca mais eu serei o mesmo
Após esse duplo luto
Parece que a morte estendeu sua capa
Deixou um rastro na vida
A saudade é muito grande, doída
Do seu cuidado, do carinho, da atenção
De tudo tão bem feito e preparado
sem fazer questão ou de ficar falando que faz
Simplesmente fazia, com todo amor,
dedicação, desprendimento e desapego
Lembro das brincadeiras
Dos conselhos, da sua sabedoria de vida
Da sua previsão e intuição femininos
Preocupada, ainda que nem sempre ouvíamos
ou seguíssemos seus ditos
Saudade de um tempo que já foi.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Luto e melancolia

Dia 14/11

Solidão

Tristeza corrói por dentro
Saudade - faz uma falta danada
Imcompreensões mútuas cotidianas
Feridas e chagas abertas
Espinhos cutucam e machucam
Remexendo no lodo do pântano - da memória,
do fundo do ser
E a vida segue sem sentido
Só o cão companheiro
abraça e me lambe
Com uma chaga,
sem materno, sem filial e companhia
Sigo solitário

Dia 11/12

Um luto imposto
Melancolia como estado de espírito
A morte declarada pela distância imposta
Não a ver todos os dias como a via desde o nascimento,
minha querida menina
seus gritinhos, seus sorrisos, o seu cheirinho
A lonjura imposta não a tira do meu coração
dos meus sentimentos e pensamento
Ainda a tenho, seus cabelinhos cacheados
suas brincadeiras, manhas e mesmo chorosa canção de ninar, cantigas e cantigas,
pequenina meu anjo da guarda, tu me guias, noite e dia
meu espírito sempre ligado ao seu.

Melancolia, Vincent Van Gogh

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seguindo após Pitangui até Muriú-RN

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Desenhista do bar e restaurante Salada Record

Mix, podi mandá "uma" aí?