Um encontro casual, nada é por acaso
Discutimos prolíxicamente sobre o sexo do Augusto dos Anjos,
Machado e Rousseau
Regados a bons goles de cerveja
As conversas foram longe, fluiam velozes
Moça atenta, carismática
As conversas versavam sobre tudo
Inclusive o pecado original
Nós, pecadores, luxuriosos
Ávidos por sentirmos o delírio do simposium platônico
A ascese do amor iniciou-se pela ideia, pelo amor intelectual
a ideia e a afinidade amorosa ideal
ao amor sensível, corpóreo
As conversas fluiam na velocidade das ideiais e pensamentos
Do rock and roll a Adoniran Barbosa
E coisas simples da vida cotidiana
Os lábios, arrepios da pele, lascívia
Pescoça macio, cabelos longos
Toque sensível na carne macia e úmida
grávidos de prazer
REBENTOS DO CELSO: Poemas, causos, memórias, resenhas e crônicas do Celso, poeteiro não-punheteiro, aquariano-canceriano. O Celso é professor de Filosofia numa Escola e na Alcova. Não é profissional da literatura, não se casou com ela: é seu amante fogoso e casual. Quando têm vontade, dão uma bimbadinha sem compromisso. Ela prefere assim, ele também: já basta ser casado com a profissão de professar, dá muito trabalho. Escreve para gerar o kaos, discordia-ou-concórdia, nunca indiferença.
terça-feira, 23 de junho de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Novos horizontes
Um ser, anjo, rasga de dentro do peito
Ser alado, em uma metamorfose cambaleante
Está buscando refúgio e abrigo
Superando as melancolias e dores psíquicas, mentais espirituais
Da solidão e da distância da criança alada, anjo guardião
Que acalenta, pacifica e acalma a sua alma
Procurando a autenticidade e a verdade nos seres
O compromisso nas palavras e atitudes, ações
O compromisso nas transformações, nas mudanças
verbais, atitudinais
Com o cheiro das flores da primavera, e o cair das folhas outonais
O vento frio vem mudando, amanhecer, entardecer
As folhas são varridas pelo seu gélido sopro
Na praça, os fantasmas das crianças brincam no playgrounds do passado
E vejo no alto da Matriz e no badalar do seu sino os mashmallows entre os dentes
E nas passagens que vou vivendo, altar do sacrifício, mesas girantes
Passeando pelas estradas, no alto de montanhas alegres, frias, anunciando o novo dia
O brilho das estrelas, o mato, a chuva
Um ser, anjo, rasga de dentro do peito
Ser alado, em uma metamorfose cambaleante
Está buscando refúgio e abrigo
Superando as melancolias e dores psíquicas, mentais espirituais
Da solidão e da distância da criança alada, anjo guardião
Que acalenta, pacifica e acalma a sua alma
Procurando a autenticidade e a verdade nos seres
O compromisso nas palavras e atitudes, ações
O compromisso nas transformações, nas mudanças
verbais, atitudinais
Com o cheiro das flores da primavera, e o cair das folhas outonais
O vento frio vem mudando, amanhecer, entardecer
As folhas são varridas pelo seu gélido sopro
Na praça, os fantasmas das crianças brincam no playgrounds do passado
E vejo no alto da Matriz e no badalar do seu sino os mashmallows entre os dentes
E nas passagens que vou vivendo, altar do sacrifício, mesas girantes
Passeando pelas estradas, no alto de montanhas alegres, frias, anunciando o novo dia
O brilho das estrelas, o mato, a chuva
domingo, 28 de dezembro de 2014
Saudade
Suas mãos firmes, os dedos finos
apertando a massa, fazendo doces cristalizados
ou docinhos, beijinhos, brigadeiros, amendoim doce
ou bolos de diversos tipos
As conversas ao pé da mesa, o rádio ligado
A vida nunca mais será a mesma
nunca mais esse tempo voltará
as conversas, ensinamentos ou simplesmente
prosas jogadas fora
Estórias de ouvir vozes
vindas da mangueira do sítio
As estórias do cachorrinho fri
Ou dos personagens, pessoas do interior
Roque Tete, Emilinha, vorta mula, ou da Maria Boi
Nunca mais eu serei o mesmo
Após esse duplo luto
Parece que a morte estendeu sua capa
Deixou um rastro na vida
A saudade é muito grande, doída
Do seu cuidado, do carinho, da atenção
De tudo tão bem feito e preparado
sem fazer questão ou de ficar falando que faz
Simplesmente fazia, com todo amor,
dedicação, desprendimento e desapego
Lembro das brincadeiras
Dos conselhos, da sua sabedoria de vida
Da sua previsão e intuição femininos
Preocupada, ainda que nem sempre ouvíamos
ou seguíssemos seus ditos
Saudade de um tempo que já foi.
apertando a massa, fazendo doces cristalizados
ou docinhos, beijinhos, brigadeiros, amendoim doce
ou bolos de diversos tipos
As conversas ao pé da mesa, o rádio ligado
A vida nunca mais será a mesma
nunca mais esse tempo voltará
as conversas, ensinamentos ou simplesmente
prosas jogadas fora
Estórias de ouvir vozes
vindas da mangueira do sítio
As estórias do cachorrinho fri
Ou dos personagens, pessoas do interior
Roque Tete, Emilinha, vorta mula, ou da Maria Boi
Nunca mais eu serei o mesmo
Após esse duplo luto
Parece que a morte estendeu sua capa
Deixou um rastro na vida
A saudade é muito grande, doída
Do seu cuidado, do carinho, da atenção
De tudo tão bem feito e preparado
sem fazer questão ou de ficar falando que faz
Simplesmente fazia, com todo amor,
dedicação, desprendimento e desapego
Lembro das brincadeiras
Dos conselhos, da sua sabedoria de vida
Da sua previsão e intuição femininos
Preocupada, ainda que nem sempre ouvíamos
ou seguíssemos seus ditos
Saudade de um tempo que já foi.
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