sábado, 15 de outubro de 2016

Ecos do passado

Retorno à grande Cidade
Escondido no meio do mato
Na mata do atlântico,
na descida da serra do mar
São crateras, são paisagens, macacos,
Em plena megalópole caótica
Vou flanando em meio às paixões,
De Avenidas, no Subúrbio, Periferia
Entre os campos de várzeas,
Assaltos a mão armada, pipas, papagaios,
Passando pelos corredores, edifícios, conjuntos,
Poluição ou fumaça, no ônibus,
Leva flanando pela cidade, os operários
Proletários, crianças, idosos,
O frio da mata vai diminuindo,
No concreto, asfalto cinzento,
Represas, Atlânticas, Rios Bonitos, Socorro
Os bordéis aos montes na avenida,
Pedindo Socorro ao centro,
Nordestino Santo Amaro
Com imbu, feijão verde,
Igreja, Largo Treze,
Terminais, vou flanando,
Recordando meus tempos idos
Não voltam jamais
A molecagem, quando tudo valia
Um passado, Avenida Santo Amaro,
Grande Corredor,
De noites infindáveis, hospitais,
Caminho do Ibirapuera,
Noites dormidas em rua,
Ou da São Gabriel e Itaim Bibi
De Rock Manifestos e noitadas,
Noites etílicas de metal plumbeos
Donzelas de ferro

O tempo fluindo, escorrendo,
Os cabelos caindo
As rugas de preocupação, minhas filhas
Passando no início da 9 de Julho
Vou me lembrando de Garcia Lorca
Poeta em nova iorque
Ou da Praça das Guianas em SP
São ecos da escuridão
Ecos do passado
Gritos na noite, na madrugada,
Perdidos, apressados
Revisando a minha vida
Viaduto 9 de Julho
Andarilhos, caminhando
Errantes, perdidos no asfalto
Um grito cortando a noitada
Nas esquinas do Bixiga
Praça 14 Bis, Samba do vaivai no Gera
Milhares de ideias a fluir, ao som das fitas k7
Noites nos botecos, tomando umas nas esquinas,
Nas escadas, as mercearias comprando vinho ou coquinho
Jogando conversa for a até o amanhecer,
Em frente ao Chopp haus tentando Catch the rainbow
enquanto somos Child in Time, Battle Hymn
As ideias fluiam, em qualquer praça ou terreno baldio
A milhão as fodas sob viadutos, próximo da carne
A noite no persona ou alternativo
O jukebox rolando um sabbath, zé geraldo ou ramalho
Entre uma pinga e outra, bilhar, teco no banheiro
Subindo para um hotel purgueiro
As fuleiragens, festa achiropita, cantinho da paz
Pinheiros do largo da batata ou da igreja das putas
Ou santas nos prostibulos

12/8/2015

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Cotidianas

Minha vida feliz contigo moça
e aos pequenos anjos que nos rodeiam
as delicias e doces
os altos e baixos
até apertos e maus momentos
maus bocados são bons
junto a ti pequena brava
eterna musa, aumentando a silhueta
da barriga com o neném
anjinho Helô
Quero maiores alegrias
a ti sempre namorar
 
( Domingo, 20 de março de 2016, 13:05)

quinta-feira, 31 de março de 2016

Bios

Do alto do cálice da minha vida
Sorvo o sabor doce de um velho vinho
Do amor querido que me traz
De amarguras, de doçuras
Aprendidos, aprendizados
Das dores e delícias
Que a vida me trouxe
Das minhas pequenas filhas
Vou vivendo minhas lutas diárias
As batalhas do cotidiano e guerras maiores
Os companheiros e anjos me acompanham
Das ruas e dias de glória
das pétalas e perfumadas
flores colhidas e cultivadas
Ao longo da estrada e dos infortúnios
do que se chama viver

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Pilotando a banheira do Manoel nas dunas

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seguindo após Pitangui até Muriú-RN

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Caricatus in 3X4

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Desenhista do bar e restaurante Salada Record

Mix, podi mandá "uma" aí?

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