Da boca saem jatos de cogumelos atômicos
E borboletas de cristal voam como efemérides
Nunca o passeio foi tão longo e estranho numa noite de bebedeiras
Solitário por noites loucas, os caminhos de néon em corredores da morte
Noite dos nóias zumbizando mortos vivos procurando pela pedra sagrada comestível para tragar e entorpecer seus brônquios de metal
E putas mais doces de saias curta e coxas grossas e outras magras loiras morenas todas angelicais
umas bundudas outras peitudas passeiam pelas ruas próximas da Rua Mauá na Estação da Luz
outras doidas e sorvendo o líquido da vida a mil por hora, cantando e fumando narcóticos aspirando o hálito vital da noite em pó
Enquanto uma dança feito louca dança mascando chiclete com cara de insana louca e demente
Libidinosidade andando pelas ruas de papel e creme comendo sanduíches gordurosos de realidade
Vendo filmes pornôs muito sacanas e surreais em que as mulheres fazem mil caras e bocas quando chupadas no grelo e falsamente gemem quando penetradas, curradas feito éguas em posições malucas
A noite passa como fios de néon, alucinadas, com luzes e cores mortais acesas em brasa gritando e clamando em seu seio por mais suavidade e tranquilidade nos corações aflitos por mais
Com sede de amor, famintos por um pouco de afago e carinho em almas perdidas
Clamando por mais imaginação e criatividade em noites loucas e delirantes
Rebentos do Celso
Poemas, causos, memórias, resenhas e crônicas do Celso, poeteiro não-punheteiro, aquariano-canceriano. O Celso é professor de Filosofia na alcova e numa Escola Estadual. Não é profissional da literatura, não se casou com ela: é um amante fogoso e casual dela. Quando têm vontade, dão uma bimbadinha sem compromissos. Ela prefere assim, ele também: já basta ser casado com uma profissão, a de professar, que já dá muito trabalho. Escreve para gerar o kaos, discordia-ou-concórdia, nunca a indiferença.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Mulheres bruxuleantes povoam meus sonhos falando comigo
- em sonhos lilases com fantasmagorias
- em sonhos lilases com fantasmagorias
dissolvendo a droga em tubos de ensaio com bicos de bunsens
deitando todas as ampolas e puxando com as seringas conversam comigo
assim como minha velha avó aparece em sonhos
dizendo que está em um asilo de velhos loucos
pedindo que a visite no sanatório da igreja em que ela se encontra
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Fetos mastigados como chiclés de bola
O amarelão no cérebro faz recordar de veras
Como era linda em sonhos de chocolate em bombas de explosão
Do suco vaginal que a fazia dormir, embalava sua criança em limonadas da testa
A rainha da paz não voltará mais com suas lontras assassinas
Deusa de olhos brilhantes uma druida celta cinzenta
Ganesh ou a aranha spinozana do universo
Ornitorrincos arranham a minha caixa craniana
Enquanto busco papagaios nas grutas de suas gargantas
Revoadas de maritacas em meus pulmões de de cimento e concreto
Das flores, violetas, orquídeas, azaleias que nascem entre os pentelhos de sua boceta
Pendurado nos úberos de suas tetas de loba magra
E nos ossos finos de leopardo corredora com dentes caninos à mostra
Devorando os sanduíches do sonho e as vísceras podres da realidade
Partiu sem medo e sem dúvida rumo aos peixes espadas e raias e
enguias dentro de seus intestinos e do sexo furioso e cortante das barbatanas do tubarão
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Poema
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