segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vadiagens do Augusto, Dioniso, profano e santo, queimando nas chamas dos inferninhos e sangrando vinho barato



Uma das melhores mulheres de uma noite do Augusto foi a papoula. Era uma moreninha, usando o termo sem desconsiderar seus ancestrais indígenas e africanos. Era uma punk de Jundiaí, de verdade, não estes de boutique que posam hoje por ai, mas já não se vestia como tal. Manjava fazer um chá que nunca tive a oportunidade de provar. No entanto, provou da própria flor da papoula.
Foi um final de semana daqueles pro Augusto. Aprontaram de tudo, ficaram bêbados até o talo. Até quase brigou numa praça no dia anterior, mas estavam tão chapados que nem valeu a pena, desistiram. Só ficaram na cusparada.
Quanto ao assunto principal, saira, ele e um camarada e ficaram na porta de um espetáculo. Era uma banda destas punks. O seu camarada foi dar um rolê com uma gordinha, que ele conhecia. A mina era feinha. Augusto ficou tirando um bode, na frente da casa onde rolava o show.
De repente, surge a maravilhosa Papoula, que viu aquele cabra ali sozinho deitado no chão e veio ver qual era a parada. Ela começou a trocar idéias com aquele sujeito, sobre sons, Uriah Heep, entre outros. Sempre gostou de mulheres maduras, mais cabeças. Foram também dar um rolezinho. Logo, rapinho, Augusto já estava agarrando e dando uns malhos na Papoula. Foi legal ver a risada dela, ao perguntar se ia rolar. Ela falou que sim, que queria muito, tava afins de dar uminha com ele.
Voltaram, o seu camarada tava preocupado, pois tava na casa dele, n sua dependência. O engraçado foi que foram até a estação de trens. Foi uma das melhores trepadas, na estação do trem, a Papoula manjava fazer umas cavalgadas da hora, montar legal em cima e mexer pra caramba. Só se arrependeu por não ir para a casa dela, pois estava na casa do seu camarada, era um bocado longe,  só chegaria no outro dia, com certeza. Ela ficava agarrando, se esfregando no seu corpo, beijando o tempo todo. Doida para levá-lo para casa, que era um bocado longe e tinha que ser feita na bota naquela madrugada perdida de Jundiai.

*

Era uma noite de sabadão, Augusto e um amigo resolveram ir até o Aeroanta, antiga casa no largo da Batata, quando este era fechado na Av. Faria Lima. Sairam com o litrão de 51 debaixo do braço, o outro era um refri de laranja. Quando foram abastecer, jogr fora a fanta pra botar a pinga dentr, o comentário de umas minas num bar da Cardeal, curtindo e comentando, na frente de uns carinhas com que estavam com elas no bar. O resultado é que foram na caminhada até o Bexigão. De Pinheiros até lá, à pé. Pra variar, estava rolando vários Rocks, como sempre rolava no Chopphalls: Rainbow, Ozzy, AC/DC, entre outros.

Augusto chegou lá e começou a ser agarrado por uma mina na Santo antão. Era uma gordinha, baixinha, com uma camiseta do Doors ou coisa assim. August o pegou um ônibus com ela. Vinha da Lapa, Vila Romana, até o Bexiga, dias antes, num show que foram, no Olympia. Aquela mina curtiu Augusto, e foi logo agarrando, tascando um beijo, pegando no seu pau e foram para o canto da encruzilhada, Treze com Sto. Antão. Depois para o escadão, onde realizaram muitas peripécias, até no meio da rua, fodendo no chão duro mesmo, foi muito interessante e louca aquela noite. Augusto aprontou legal mesmo com ela. Ela chupou, ele meteu, de frente, de trás, até cansar.
Augusto voltou e viu seu camarada, que ficou com sono, pegou o canto e dormiu, na Sto. Antônio, em frente ao Chopp, na calçada, dormiu legal de bode mesmo. Como era de costume, Augusto pegava as meninas, e ele dormia e vomitava. Quando voltou, ele estava no mesmo estado, no chão.

Augusto chamou-o, deu um braço para ele se levntar. ele acordou, se limpou do vômito, e foram ao amanhecer na casa de um camarada na V. Mariana para carcar um pra cabeça ainda. Pegaram o ônibus e Augusto foi dormir muito bem, realizado, por ter feito um bocado naquela noitada.

*




Houve uma vez que decidiram, Augusto e seu brother, ir para Minas Gerais, de carona. Sairam de casa logo cedo, pegaram o busão, até a Penha, Av. Aricanduva. ndaram a pé um bocado pela Penha naquele dia.
Caminharam um bom bocado, até passaram pela Igreja da Penha, até conegurem um acesso para a  Fernão Dias.
Não conseguiram carona nesta vez, mesmo no posto de gasolina d Fernõ. Tiveram de voltar até o Bresser para pegar ônibus de linha. A viagem foi boa, regada à cantoria e pinga com suco de laranja.
Ao chegarem em Três Corações, Augusto sacou da troxinha de cuidados mternos um rango bom, polenta e kibe. Fizeram o rango na pracinha mesmo ali, no canto da cidade. A caminhada por aquela cidade de paralelepípedos, casarões coloniais, revelou-nos um boteco. Tinha um cara bem gente fina, ele curtia andar de bicicleta, mostrou até umas fotos de uma viagem de bicicleta que ele fez até no Chile.

O cara arrumou uma cachaça tão boa, boníssima mesmo, que ficava curtida no barril de carvalho que virou até poesia. Sairam, com uma presença do camarada. A caminhada foi boa, a princípio, em um pasto, sob um céu estrelado, caminhando sob uma neblina. Augusto ficou entorpecido como um Peregrino, andando pela Noite na estrada, num passo que devia ser de uma tartaruga.

Ao amanhecer, as teias de aranha apareciam, com gotículas que as revelavam. Fizeram uma parada para o café. A sobra do rango que Augusto trouxe de casa já estava azedo, não prestava mais. Foi justo nessa parada que apareceu um caminhão do pinga-pinga, ue lhes daria uma carona até Santomé.

Chegando na cidade das pedras, o duro foi para dormir. O dia era bom, pois podiam meditar nas pedras, sem fazer nada, em suas grutas e sombras. Até um livrinho do Bakunin tinha para ler.
A noite foi foda, trombaram com um duende, er esse eu apelido. O cara levou-os na sua goma, uma casa no meio do mato. No entanto, ficaram cabreiros de deixar as coisas lá. Na primeira geral que o duende levou, voltamos correndo e buscamos nossas coisas na casa dele. O jeito foi dormir na rua mesmo, no tapete da frente de um sobrado. Chovia um bocado.
No dia seguinte, voltaram, sem grana. O massa foi o banho que tomaram em um banheiro público, só na pia, aproveitando e tirando a catinga de suor, da cintura pra cma.

Aquela noite prometia. Foram numa casa conhecida na Zona Leste, a Ledslay. Sempre bem acompanhado das biritas. Chegando lá, tinha umas doidas dançando, uma gorda feia dançando, bem baranga, com uma mina bem rata, mas bonitinha.
A Gorda começou a pagar pau para Augusto, enquanto seu amigo ficou com a outra. Tocava "Love Machine", do Uriah Heep e ela se rebolava toda no saloon. Pois Augusto foi mostrar sua Love Machine para a Gorda. Foi bem bizarro. Levou a gorda para o canto dos amassos. Lá, tinha bem uns cinco pares de casais. A gorda tava curtindo. Começou a pegar na buceta, no grelo da gorda. Ela estava curtindo demais, falando até do seu cheiro de macho. Se ela soubesse que Augusto não tomava banho direito nos últimos dias. Pois a Gorda resolveu que queria dar pra ele ali mesmo, e começou, na frente de todos. Começou a dar a pagar uma boquete ali mesmo, para Augusto.
Arrumaram uma camisinha, ela sentou no seu pau, ali na frente de todo mundo, rebolando bem compassado, socando aquela bucetona no pau de Augusto, sentando nele. Enquanto isso, sentado no chão, Augusto aproveitava para ficar olhando as bundas das minas gostosas, que ficavam abraçadas beijando seus namorados. Ela gemia e ainda falava : "ai, eu queria que você me pegasse de quatro numa cama".

Uns pirralhos mimados e invejosos, filhos do dono da casa, resolveram cortar o barato dos dois. Vieram com uma câmera, tentar tirar umas fotos daquele exo explícito. Augusto saiu sem gozar, tirando a camisinha do pau enquanto caminhva  pelo salão. Nem valia a pena gozar com aquele mastodonte que Augusto encarou, devia estar enebriado pelas névoas de Minas. Saiu arrancado a camisinha do pau e xingando os filhos da puta, com a mina ao meu lado, também mandando ver nos xingos. Ela ainda teve a manha de contar para seu camarada que Augusto ficava olhando para a bunda das outras, enquanto que ele escapou de um golpe pela bonitinha, mas uma ordinária de uma casqueira.

*

Augusto  estava numa noite em que em Pinheiros, perto do sujinho, que hoje virou um bar limpinho, quando ainda havia alguma diversão por ali perto. Mas isso foi bem antes. Ele viu uma mulher, uma coroa meio hiponga, ela estava meio caida. Começou a trocar idéias com ela, a mulher curtiu e até começou a trocar uns beijos. Foram numa padaria que tinha por ali e ela cantava um Raul. Augusto foi deixá-la no ponto de ônibus da Teodoro, dando o maior dos pegas nela, emquanto esperava o ônibus e os camaradas chegavam, mas ela ficou desconfiada com eles, sabe-se lá o porque. Ela disse que morava pras bandas da Juréia.

Seção Ruckleberry Finn: memórias de moleques



Ele recordou do primeiro porre para valer que tomou. Para valer mesmo, pois antes já faziam brincadeiras com cachaça. Quando íam na roça de um certo tio, o Antônio, toda a molecada ocupava o chiqueirinho de um TL, jogavam baralho numa mesa velha de madeira, ao lado do fogão de lenha. Era um jogo chamado porco, que o castigo para quem perdia era uma rolha queimada na cara (apagada, lógico) só para sujar o caboclo. Também havia uma modalidade com um copinho de pinga, mas não usavam muito, só uma vez e pronto. Não era bebedeira. Mas a primeira vez que ficou zonzinho foi numa copa do mundo, ele tinha 13 anos, enchera a caneca de cerveja, um primo mais velho, casado com uma prima sua. Putz, que legal ver o mundo rodando. Das outras vezes, deu trabalho também, mas nada se compara com a primeira visão do mundo completamente zonzinho.

*

Estava lembrando de algumas coisas da juventude, mais tenra, de uns 12 a 14 anos mais ou menos.
Lembrou que ia até a terra de mi madre, no interior. Para lá íam, alguns moleques, primos, amigos, numa sorveteria. Pedíam um sorvete chamado vaca preta, que era de passas ao rum com coca.
Saiam no começo da noite. Eu aproveitava para ficar olhando as meninas, suas bundinhas e peitinhos em formação, por baixo das roupinhas. Lembra-se das casquinhas que tirava, não do sorvete, mas das gurias, mas em frente da sorveteria, uns beijos e uns amassos. Como as coisas, a própria malícia era de uma inocência sem medidas.

*

Ele também estava lembrando de umas partidas de futebol que tirava com a molecada da vila ao lado da casa do meu avô, na mesma cidade. Batia um bolão, jogavam às vezes até em campeonatos pequenos, amadores, que armavam entre si e disputavam na quadra da industrial.
Mas o mais legal eram as peladas atrás da Igreja matriz. Ali a molecada se arrebentava para jogar.
Certa vez, uns moleques diferentes, três, para ser mais exato, quiseram levar uma com ele. Andaram falando umas besteiras, incentivados pelo Baiano, um negrinho que morava na vila e gostava de agitar. Ele lembra que no dia seguinte foi atrás dos moleques pra tirar a pratos limpos.
O Primeiro era um baixinho que ele pegou em frente do Mercadinho. Pegou o moleque num braço, prendendo-o no pescoço, enquanto dava cacetadas com a direita.
O segundo, foi na própria pracinha da matriz. Este foi fácil, resolver correr e ele deu uma bica das pernas dele e ele esborrachou no chão.
O último foi o mais legal. Era alto, mas um magrelo podrão. Este até que tentou reagir, mas ele deu uma voadora e chutes, o moleque começou a chorar e ele parei.
No final, o Baiano ainda tentou ir atrás dele. Ele nem tinha nada com a história. Soube que ele tinha uma faca, mas não teve coragem de usar, ficou só agitando.

*

Mas nem tudo foram glórias. Também já apanhou, levou muita porrada também, acho que mais do que bateu. As vezes que socou, foi porque teve muita raiva, tinham deixado-o muito puto com alguma coisa que aprontaram.
Algumas vezes que apanhou, nem sempre foram justas. Teve vez que pegaram de um bando, cuzões, só para apavorar, dai não teve como reagir, senão apanharia mais. Isto porque foi um dos moleques que tinha provocado e começado toda a parada.
Teve ma que talvez ele estivesse errado, ou que todos estivessem em conjunto, mas quem pagou a conta fui ele, sozinho. Estavam na rua, era dia da feira ele e uns moleques da rua, o Japa, o japaguaio, entre outros pirralhos. Era dia de feira, Domingo se não engano. Passou um moleque cabeção, que morava em uma das ruas, mais para baixo.
Todos começaram a zuar com o moleque, tirar de "Pirulito" (depois descobriu que seu apelido era este mesmo), e de Cabeção. Na volta, o moleque veio tirar as satisfações com ele, que, do grupo, era o maior. Só sei que começaram a se engalfinhar. A luta foi rápida: o moleque deu um murro no meio da boca. Ele fiquei meio desnorteado, mas reagiu, dando uma bicuda no fígado do moleque.
Nesta, foi seu erro, pois não lembra se ele segurou ou se desequilibrou e caiu. Lembrou de ver um pé se aproximando da sua cara, mais exatamente do nariz, e dai o moleque saiu correndo.Chegaram as minas da rua gritando com os outros moleques, seus 'amigos´: "por que vocês não fizeram nada"?, seus cuzões, etc.
O nariz ficou inchadaço, sangrava em bicas, pacas.
Nestas foi aprendendo a não meter sozinho o bedelhos aonde não é chamado, muito menos comprar brigas dos outros, quando nem os outros seguravam sua própria barra.

Seguidores

Pilotando a banheira do Manoel nas dunas

Pilotando a banheira do Manoel nas dunas
seguindo após Pitangui até Muriú-RN

Tatoo you

Tatoo you
Woman of night; Strange kind of woman; Lady in black; Lady evil; Princess of the night; Black country woman; Gipsy; Country Girl

Caricatus in 3X4

Caricatus in 3X4

Outra caricatus

Outra caricatus
Desenhista do bar e restaurante Salada Record

Mix, podi mandá "uma" aí?

Follow by Email