segunda-feira, 24 de janeiro de 2011



Tive um puta acesso de nostalgia, através de um pessoal que ficava discutindo sobre algumas coisas da infância. Lembrei-me de uns bonecos pequenos de papelão da família dos Barbapapas que eu tinha, que foram destruídos por uma chuva quando eu voltava do roçado da minha tia e tio Inês e Antônio, ela falecida, ele ainda firme lá com seus cafezais em flor, em Caconde, no interior paulista. 
Certamente eu tinha menos de três anos, pois lembro até hoje de tentar salvá-los, colocando-os para secar no apartamento alugado pelos meus pai e mãe no bairro da Mooca, perto ali da Rua Javari, onde meu velho levava-me para ver os saudosos treinos do moleque travesso, onde morei até meus três anos de idade. E também que curti muito caminhões, saia correndo do banheiro para ver uma propaganda do caminhão da Graneiro, e minha série preferida era o Carga Pesada, coisas desse tipo. Foi um puta acesso instantâneo que tive, com num desses flash backs que vão e vem repentinamente.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Curtindo esta maravilha num noite de domingo chuvosa e sem grandes promessas

Minha poesia segue

Minha poesia segue
Sem complacências com os de cima
Nem com a bajulação eterna
dos puxa-sacos de sempre
Como alguns fizeram
pra entrar no club in
ainda que posem de outsiders
Não peço licença
nem satisfaço exigências
do gosto do público
com uma fórmula
pronta e acabada
prás vendas

Minha poesia segue
Dando murros em ponta 
de facas afiadas 
não compactua com
exigências do mundo
 e seus compromissos
Segue sozinha, uivando
loba solitária
em meio à
cidade 
cinza
chuvosa e 
alagada

Mais alguma diversão à vista


Mais alguns filmes bons para assistir. Agora, até que a chuva deu uma trégua, ao menos, desde ontem, depois daquele vendaval com chuva. Até consegui sair.
Assisti novamente o final dos filmes do Americano , "O pão nosso" e "No turbilhão da metrópole", de King Vidor, de 1934 e 1931, respectivamente. Filmes em preto e branco, feitos no período posterior à Grande depressão norte-americana de 1929, e tem como base as ideias socialistas e humanistas de seu criador, com pitadas de bom humor.
O primeiro trata de um sonhador e idealista, John, que com sua companheira, resolvem morar no campo, em algumas terras, no sul dos Estados Unidos. Posteriormente, tem a ideia de colocar anúncios, convidando todos aqueles e aquelas que quisessem trabalhar com ele na fazenda, socializando os esforços do trabalho de cada um, suas posses, entre outros, passando por todas dificuldades, seca, e superando os desafios. Tem um tom muito cômico em algumas passagens
Já o Turbilhão na metrópole se passa em um prédio em que vive uma comunidade operária, que possui desde migrantes italianos, judeus, russos, entre outros. Mostra o cotidiano desses habitantes do prédio, seus conflitos, as intrigas, os romances, a vida das crianças, as infidelidades e as fofocas ocorridas em um ambiente promíscuo dos trabalhadores pobres de Nova Iorque.
O tempo está ajudando, melhorando. Mais tarde volto para comentar mais filmes. O último achado na época de natal bem baratinho foi a "Fúria de Titãs", filmão sobre mitologia grega, um dos primeiros com efeitos especiais bem primários, que eu me lembro de tê-lo assistido em inícios da década de 1980 na TV, à noite, bem tarde, com primos do interior, casa cheia, muita expectativa, pois o filme prende do início ao fim.

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