sábado, 6 de fevereiro de 2010

Lançamento da antologia de poemas "Ecos da alma"

Amigos, Compareçam!

O lançamento será no dia 20 de Fevereiro, a partir das 15 horas
na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, na Av. Henrique Schaumman.
Estou participando com dois poemas, Laranja Madura e Cabra Macho, que enviei por e-mail e foram selecionados.
O livro custará R$20, todos autores venderão 10 exemplares  de cada poema para bancar a publicação.
sítio do evento: http://www.andross.com.br/ecos.php
Comunidade orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=93139071


Mesa-redonda com ganhador do prêmio Jabuti marca lançamento do livro Ecos da alma

A Andross Editora promove, no dia 20 de fevereiro, às 15h, a mesa-redonda “Poesia: há espaço para novos autores?”, com o poeta Reynaldo Bessa e a crítica literária Andréa Catrópa, sob mediação da também crítica literária Rita de Cássia Alves.

O evento, que será realizado na Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima, é gratuito e marca o lançamento do livro “Ecos da Alma – Antologia de poemas”, que reúne 104 poemas de autores estreantes.

Bessa, que foi premiado em 2009 com o 51º Prêmio Jabuti na categoria Poesia, escreveu o prefácio do livro e produziu um poema especialmente para a publicação.

Segundo o diretor editorial da Andross, o escritor Edson Rossatto, o diferencial da editora com novos autores é o cuidado com as obras recebidas: “Não se trata de aprovado ou reprovado, pois isso limitaria muito a quantidade de obras publicadas, além de não dar oportunidade a quem tem criatividade, mas não tem técnica. Nenhum escritor nasce pronto. Por essa razão, a organizadora o auxilia na preparação de sua obra, desde a eliminação de palavras repetidas ou mal colocadas até a sugestão de parágrafos de maior clareza, entre outras coisas.”

A programação segue, às 16h30min, com a declamação de vários poemas da coletânea pela intérprete Cristiana Gimenes. Às 17h30min, está prevista a sessão de autógrafos com os autores.

A organização do “Ecos da Alma – Antologia de poemas” foi feita pela doutora em Estilística Guaraciaba Micheletti. Há poetas de vários estados brasileiros.

A Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima fica na Rua Henrique Schaumann, 777, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Sobre a Andross Editora

Com seis anos de mercado e 40 títulos publicados, a Andross Editora nasceu no campus da Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo, para abrir espaço no mercado aos alunos que não tinham condições de publicar seus primeiros textos. Iniciou as atividades com obras acadêmicas, mas cresceu e se manteve no mercado graças a um modelo de negócio diferenciado: a publicação de antologias. Até hoje, a editora já lançou 24 livros deste tipo.

Serviço

ECOS DA ALMA – ANTOLOGIA DE POEMAS

Vários autores – Organização de Guaraciaba Micheletti

DATA: 20 de fevereiro de 2010, das 15 às 19 horas

LOCAL: Biblioteca Temática de Poesia Alceu Amoroso Lima - Rua Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, São Paulo, SP

PROGRAMAÇÃO:

15h : Mesa-redonda Poesia: há espaço para novos autores?

16h30min : Declamação de poemas do livro Ecos da Alma – Antologia de poemas

17h30min : Sessão de autógrafos

ENTRADA GRATUITA

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Esta tem que ser vista pelo Brasil inteiro

Vote num careca Vampiro anêmico (parceiro de lobistas, das empresas que privatiza e terceririza, das obras que superfatura pra faer sua campanha - o Zé alagão, que encheu as represas que privatiza da SABESP e deixou o povo alagado) e ganhe um careca do panetone com uma meia cheia de dinheiro, o mesmo careca do escândalo do painel.

Assita aqui o vídeo comprometedor, que estremeceu na base a aliança Tucano-demo: vote num careca e ganhe dois, compre gato por lebre

Zé Alagão lança logotipo para São Paulo

9/fevereiro/2010 9:42


Zé Alagão trabalhando por você / Por Felipe Bravo

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Acabei de assitir esse há instantes atrás

Emprestei para e peguei um monte de filme emprestado do meu cunhado nesses dias chuvosos, no final da tarde. Assisti a decepção com o Obama, o do Lula, o Sicko do Michael Moore, sobre o inexistente sistema único de saúde dos EUA, o do Malcom X (só tinha visto em VHS), entre outros. Mas o que mais me chamou atenção e lembro de sessão da tarde ou de filmes perdidos na madrugada foi o antigão "O último pôr do sol", com o Kirk Douglas no papel de Brendan O´Malley.
O´Malley, um fora da lei que saca de sua pistola, à queima roupa, filosofias do deserto do México sobre Deus ("No fundo, todos os homens são assassinos"]"se podemos assassinar um homem, é porque Deus permitiu"), sobre o Amor, sobre a morte ("a forca é uma proposta a longo prazo") entre outros. Há até um personagem bêbado que era tão duro que fazia "um verso, por uma dose". Ele era cheio de trejeitos e manhas, sabia como fazer um bezerro que perdeu sua mãe seguir Missy, a filha daquela a quem ele amou e hoje é a dona da boiada. Pois a filha dela se apaixona por ele, que supostamente é seu pai. Tudo muito bem acompanhado por chicanos que cantam Cucurucucu paloma, a ética dos foras-da-lei, além de amores bandidos e incestuosos.
Pensando em termos de amor, dos bailados de O´Malley e Missy, eu, ao menos, não conseguiria pensar em outra coisa senão esta música: Dance Me to the end of love, Leonard Cohen ou nessa versão, jazzy, com a Madeleine Peyroux (linda, por sinal, a voz e a cantora):Madeleine Peyroux manda ver Dance me to the end of love

Femmes


Houve uma época da vida em que estive mais para Bandini do que para Chinaski, e perdi muitas oportunidades por isto. Era um moleque tímido, mas sabia o que eu queria. Ainda sou, mas melhorei muito. Fui um bocado até uns treze anos, quando vi que não daria em nada mesmo, daí comecei a desencantar, e as coisas perderam seu mistério e sua magia inicial, assim como todas as impressões e sensações das namoradinhas que tive até então deixavam de ser angelicais. Até para mostrar o que escrevo eu sou tímido, é uma bruta dificuldade. Mas nunca me conformei ou me dei por derrotado por definitivo.

Cheguei num acordo com um camarada numa conversa descontraída faz tempo que o véio China quase nunca ou raramente deixava passar uma em branco, enquanto que o Bandini demorava mais, era mais cheio de onda, de rodeios, como ocorre com a Camilla lopez, a garçonete mexicana de Pergunte ao pó. Já o China não pestanejava. O Arturo, às vezes, demorava mais, hesitava, fazia cú doce até demais. Em outras, como nos sonhos de Bunker Hill, era porque não tinha sorte mesmo com as mulheres.

Na maioria das vezes me dava mal numa certa época da vida, perdia. Depois melhorou muito. Já tive época de pegar tudo que encontrava pela frente. Prefiro ser mais seletivo, ter uma única, exclusiva e titular absoluta. Pouca, mas boa. Nada se compara com as emoções, até com uma certa timidez de um Bandini, que dão e conferem até um charme a mais pra um homem. Como o Buk mesmo falava sobre o Fante: "eis aí um homem que não tem medo de suas emoções."

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada"

Desconfio de seres artísticos que pensam ter um dom. Todo ser humano pode ser e é um poeta, se trabalhar nisso. Não compartilho do elitismo do sentimento. Parece até um bocado de excesso de preciosimo todo esse rame-rame de quem pensa de que tem algo a mais que os outros. O que acontece é que as pessoas estragam sua percepção ou são atrofiadas por imensas baboseiras, e não a exercitam. Mas que são capazes, todos são, desde que trabalhem com sua imaginação, com seus textos ou sua arte.
Conheço apenas alguns humanos que olharam fundo demais para o abismo, como Schopenhauer, Nietzsche, Pascal, Pessoa, Kafka, Doistoievski, Mann, Hesse, talvez até o Buka e alguns outros escritores. De resto, é só um excesso de preciosismo e narcisismo, só tomam superdimensões de seu ego, projetado na escrita, e não conseguem se diluir no carnaval. Talvez o Fela Kuti, Robert Jonhson, Miles Davis, John Coltrane, Charlie Parker, Scott la Faro, Jaco Pastorius, Wagner, entre outros, tenham conseguido chegar ao fundo do abismo também. O caminho é sempre da caverna solitária para o mundo. Não gosto de confetes e serpentinas na vida artística, só no carnaval. O corporativismo (no pior sentido possível) de alguns artistas me assusta. Não faço parte de nenhum esquema, mas consigo dar pulos mesmo assim, e nem estou preocupado. Detesto puxa-sacos, nem preciso me submeter e desprezo todo puxa-saquismo para ser publicado e lido.



Compartilho de pensamentos sobre o Buk e o Kafka sobre o artista da fome, cada um em seu sentido. Nenhum artista é melhor semanas comendo barras de caramelo, ao invés de um bom filé e um whisky. Não há nenhum sinal ou prova de que sua produção será melhor ou mais profunda. Há algo de doentio ou ascético naquele que se mata pela sua arte, que quer vê-la santificada no altar dos deuses do Olimpo, levando uma vida ascética apenas para levá-la adiante. Amo aqueles que se lançam ao abismo, que fazem disso sua vida e seu ganha pão, mas eu gosto de poder provar sempre uma carne nova, uma maminha ou um petisco e um bom trago. Se for pra ser artista só para bancar apenas minha arte e comer caramelos, tô fora. Prefiro ficar bem quieto no meu canto, levar uma vida ordinária, dar uns pulos de vez em quando no reino do ser, a linguagem, como dizia o Heiddeger, o filósofo que aderiu ao nazismo, e como o fizeram Joyce e o Guimarães Rosa. No final das contas, as prostitutas do universo se dão melhor, como diria o véio China.

Jaguatirica


Mulher pequenina paraense
Andava como uma jaguatirica
movimentos elegantes
Gata da noite, olhos negros
com olheiras cansadas
Mas vivos e atentos
Um corpo esguio e magro andava
balançava cabelos castanhos
como que numa dança
O rosto rubro de sangue
e uma pele elétrica, sensível
arrepiava-se ao menor toque
mordidas na nuca
Boca com gosto de manjericão
pato à tucupi
hálito de mil hortelãs
Soprava em minha face.

Álbum de figurinhas

Em alguma caixa de sapato ou alguma gaveta do passado encontrei alguma marca, uma álbum de figurinhas de times de futebol brasileiro na década de 1980. Ou até mesmo um saco com bolas de gudes, que passei para o sobrinho querido. Lembrei de alguns pequenos bloquinhos de madeira leve, pintados de azul e vermelho, que construiam cidades. Nunca mais vi estee tipo de brinquedo. Lembro até de uma historieta que inventei quando moleque, "As aventuras no rio Tietê", eu nadava no rio poluído na minha imaginação, devo ter até guardado o manuscrito no enorme saco de minhas recordações.  Não preciso de artificialismos. Na minha vida, tudo parece ser tão arrumado, organizado, mas no final das contas, um filme passa na cabeça e várias fotografias ou seus flashes voltam não importa se sou profissional na coisa ou não. Vem do mesmo modo, não preciso fazer disto um ganha pão. Ganho meu pão de outras formas. Já tive muita asia ganhando meu pãoesia; eventualmente ganho alguma coisa, e não vejo nenhum problema com isto. Mas nem por isso preciso ficar falando, me justificando ou me gabando por isso. A poesia vem quieta, sem fazer alarde, calada, na boca da noite. Ela sempre me acompanhou, eu que nem sempre me dei conta disso. Ela está no toque, no jeito de fazer, numa caixa de fotografias antigas, coloridas e preto e brancas.

Niver do seo Manoel

Bom, pra fechar as contas de festas em Janeiro, teve mais uma no dia 29. Foi o aniversário do seu Manoel, que completou 84 anos e tem uma saúde de dar inveja pra muito garoto saradão que se arrebenta ai de tomar bomba e de frequentar academias clean. O segredo de tudo está no clima e na alimentação, o velhinho vive bem pacas. Quem dera eu morar em cima de dunas, em Pitangui, no litoral norte do Rio Grande do Norte, comendo peixe e camarão bem barato.
Outra vez teve a participação de uma galera, até meu velhinho e velhinha foram, amigos, que lotaram o apê do Fernando na Marquês de Paranaguá, travessa da Augusta lá perto do centro. O Jocélio Amaro, com sua voz a lá Belchior, como no ano novo, deu uma palhinha, que vocês podem conferir. Teve cerva, vinho, pinga mineira que trouxemos, além das empadinhas de camarão e outras guloseimas que minha sogrinhas e outras prepararam.
Eles irão embora no dia 7, mas no carnaval terá mais, meu aniversário. Fevereiro promete. A antologia tá ficando pronta, breve breve posto aqui a data de lançamento e como adquirir o livro.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Recebi este e-mail do Rui para contribuições com o Roberto Piva

Segue abaixo trechos de um e-mail que recebi de um amigo, o Ruy Ferreira, sobre a saúde do poeta Roberto Piva, autor da Paranóia, das Piazzas, Quizumba e outros livros de poemas. Depois da perda do Salinger na semana passada (que não tema mais jeito), esta notícia também preocupou, mas ainda dá para ajudar. Seguem os dados para quem puder colaborar.

"Saudações a todos!
Venho informar que o Poeta Roberto Piva está passando por uma situação de saúde e finaceira bastante dificil.No momento, está no HC e não dispoe de dinheiro para arcar com os remédios.No entanto conta com alguns amigos e admiradores de sua obra para ajuda-lo." (...)
"Piva vai precisar de grana. Acho que o que se pode fazer, no momento, é repassar a conta dele para quem puder fazer doações em dinheiro.
É essa:

Banco: Itau
Agência: 0036
Conta: 20592-0
CPF: 565.802.828/00"

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seguindo após Pitangui até Muriú-RN

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Desenhista do bar e restaurante Salada Record

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