sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rita Cadillac: a lady ópio do povo



Cheguei em casa após levar uma surra como a que levou o maguila à lona. Ao menos, juntei-me com a rapaziada e a molecada, a estudantada, e minha moral e dos mestres que fizeram a greve está por cima da carne seca. Podemos ter sido derrotados, estamos com o maior pau entalado no cú por não termos conquistado nada por conta da DESUNIÃO do professorado, mas não estou com o cú na mão por não ter lutado, nem me sinto nem um pouco cuzão por isso, a pelegaida é que se justifique.
Até estou esfolado vivo, andando nesta garoa paulistana de sexta-feira à tarde, tentando descolar uns trocos, batido, como na música do Carlos Careca, um trapo velho, uma mala sem alça, mas não me dou por vencido. Ou como ele diz naquela outra: "Não baixe a cabeça pra nada, não baixe a cabeça assim/ não baixe a cabeça, não baixe a cabeça, não baixe a cabeça pra mim". Só uma negra índia que me dá forças.

Pois eis que as contas de casa vencerão, tenho que ter grana para pagar, do contrário, vem a cobrança e o juros na porta, depois já sabe, cada um sabe do sapato e do tamanho do seu calo pra se virar. E mês que vem poderá ser pior ainda, pois o desconto integral de um mês ainda virá entre Maio e Junho.
Mas olho para o lado e não posso ficar posando de coitadinho e vencido, pois tem trocentos carinhas mais fodidos do que eu. Como um que só tem o cotoco de um braço, outro na cadeira de roda com pernas amputadas e outro louco de crack na estação da Luz, todos pedindo nos semáforos. Perto da correria deles, os meus problemas são fichinha. Eu ainda estou inteiro, com todos membros e com capacidade para me antecipar e preparar um assalto um banco, ou quem sabe mesmo um pedágio.

Eis que chego em casa, preparo uma cuba libre com aquela vodka que me trouxeram do paraguai, tomo uma cerveja e fico relaxando pra correr atrás destas pendengas. Quando abre o hotmail, vejo um trailer do filme da Rita Cadillac, a mulher é a rainha dos presidiários,  fico só curtido aquele bundão, um tremendo colírio. Só uma assim mermo pra eu esquecer dos problemas do delírio do cotidiano com coisas reais, só um ópio popular mesmo como a bunda de uma Rita Cadillac pra eu dar um stand by, um off nos meus problemas.

Eis a merda da colonização

Quero convencer meus leitores de que o Imperialismo é símbolo típico do final. Produz petrificações comos os impérios egípcio, chinês, romano,(...) petrificações que ainda perduram por séculos e mesmo milênios, passando das mãos de um conquistador às de outro, corpos mortos, amorfos, desanimados, matéria gasta de uma grande história. O Imperialismo é civilização pura. Assumir esta forma de existência é o destino inalterável do Ocidente.

Osvald Spengler, A decadência do Ocidente.


Em tempo, detesto o Stallone-Rambo e o Swazega, ambos fascistas. Há uma certa brutalidade e uma espécie de sadismo no massacre do povo de países pobres em alguns de seus filmes. São o típico ajuste de contas da má-consciência, do revisionismo histórico ianque em relação às derrotas militares que sofreram no passado recente para esses países. Basta ver todos da série Stallone Rambo, o acerto de contas com o Vietnã, com o Afeganistão, e outras. É tudo um massacre sobre o povo destes países pobres que derrotaram o império americano na raça, o dito contry of freedom ($) que só pensa em tirar a liberdade dos outros povos. Filme mais colonizado que estes, impossível, e ainda usam o conceito colonizado como argumento.

E também dos poetas americanos modernos, prefiro o Ferlinghetti, por apoiar a Nicarágua livre e sandinista e o Ginsberg, em sua revolução pacifista, ambos libertários, nunca se omitiram. Pode até me chamar de comunista, socialista ou o caralhaquatro, nem ligo mais, se isso for algum tempo de ofensa. Prefiro o caminho difícil ao ser um niilista anarca e hedonista chic de butiq, ditos apolíticos que está até na moda ser assim, como tantos por ai, tá tudo igual, é tudo conforme o script como diria o Seixas e o Nova, até enchem as burras de dinheiro com esta postura, enquanto ralo para ganhar o meu pão que o diabo amassou. É fácil posar de bitnik , hippy ou punk de butiq por aí a fora, o mundo tá repleto desta coisa toda, até de romântiquetes nazis e skinheads posando de reaça no país da miscigenação só pra fazer onda.

Falando em filmes, eu nem assino TV a cabo, no prédio que moro há cabo, mas só TV aberta pega, uma vez que é coletivo. Só quem paga assiste os canais privados. Acho um desperdício, tanta bobagem e porcaria que passa, só pega alguns canais evangélicos, poucos de filmes, alguns canais de merda, que prefiro meus dvd piratas que eu escolho, sai bem mais em conta. Colonização por colonização, ao menos prefiro afundar-me com coisas diferentes do lixo ocidental norte-americano (com exceções honrosas, é claro, de diversos diretores, músicos, artistas que se safam, pois em todo canto tem quem se safe). Uma vez que todos afundam mesmo na merda, não há salvação à vista, merda por merda, fico com a menos fedida.

(Escrito em 2009, em homenagem ao apoio de Kerouac à invasão americana no Vietnã, publicado nesta ordem por problemas técnicos)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

É sempre bom ler os provérbios infernais do matrimônio

Recebi do Sérgio os provérbios do Inferno e o Matrimônio do Céu e o inferno Blake. O legal é que já vem digital, não precisei copiar do livro. Eita preguiça e vadiagem que tenho direito!
 Trocadilhos à parte, coloco também algumas citações sobre o casamento.


Proverbs of hell (fragmentos)

In seed time learn, in harvest teach, in winter enjoy.

Caminha com seu carro e seu arado por sobre os ossos dos mortos.

A estrada do excesso leva ao palácio da sabedoria.

Prudência é uma rica, velha e solteirona cortejada pela Impotência.

Quem deseja, mas não age, gera pestilência.

O verme perdoa o arado cortante.

Mergulha no rio quem gosta de água.

A fool sees not the same tree that a wise man sees.

Aquele cuja face não brilha, jamais chegará a ser uma estrela.

Eternidade anda enamorada pelas criações do tempo.

A abelha atarefada não tem tempo para tristezas.

O pássaro não alçará altos vôos se não for com suas próprias asas.

O mais sublime ato é colocar você diante de mim.

Um morto não vinga injúrias.

If the fool would persist in his folly he would become wise.

O rugido dos leões, o uivar dos lobos, a cólera do mar tempestuoso, e

a destrutiva espada, são porções de eternidade, muito grandes para

o olho humano.

O pássaro um ninho, a aranha uma teia, homem amizade.

O que hoje é provado, outrora foi somente imaginado.

A cisterna contém, a fonte extravasa.

Um só pensamento preenche toda a imensidão.

Cada coisa possível de ser pensada é uma imagem da verdade.

A águia nunca perdeu tanto tempo assim como quando se

submeteu a escutar o corvo.

A raposa abastece a si mesma, mas Deus provisiona ao leão.

Pela manhã, pense. Ao meio-dia, ação. Coma à tarde. Descanse à noite.

De água parada espera veneno.

A criação de uma pequena flor é o trabalho de eras.

Exuberância é Beleza.

Se o leão recebesse conselhos da raposa, é provável que fosse astuto.

William Blake


Eu sou a mosca que pousou em sua sopa



THE FLY, SONGS OF EXPERIENCE


Pequena Mosca,

Seus jogos de estio

Minha irrefletida mão

Os destruiu.



Pois, não sou eu

Mosca como tu?

E não és tu

Homem como eu?



Porque eu danço

E bebo, & canto,

Até que disfarçada mão

Venha arrancar-me as asas.



Se pensamento é vida

E vigor & hálito

E a miséria

De pensamento é morte;



Então eu sou

Uma feliz mosca

Se eu viva

Ou se eu pereça.

William Blake


"O amor é cego, mas o matrimônio devolve a visão"
 
Anthony Hopkins, mais conhecido como o canibal lecter

 
"Na antiguidade, os sacrifícios faziam-se no altar. Atualmente este costume perdura"
 
Nelson Rodrigues

 
"Casar é a metade do divertimento pelo dobro do preço"
 
Woody Allen

A greve tira a mediocridade das pessoas que a realizam e que pensam sobre a mesma


Porra, a greve deve acabar, a vagabundagem e a iconoclastia divertida de colar cartazes ESTAMOS EM GREVE e causar a ira e discussão com diretoras mal resolvidas vai com ela também, entre outros barracos que foram aprontados. Toda semana pregando num deserto para milhares de pessoas, na estação de trem, na porta de escolas com estudantes e mesmo no comando da greve, tentando convencer aqueles que ainda mentiam pra si próprios e fingiam lecionar e continuavam nas escolas com toda merda que está posta. Durma com um barulho desses, a desunião é muito grande.

O pessoal retrocedeu com o rabo entre as pernas, tudo medroso e covarde, tudo bundão. Afinaram do pau. Antes sair derrotado, surrado, caído no chão, do que passar por cagão e bunda-mole que amarelou na hora da briga. Voltamos com olhos roxos, cicatrizes, arranhões, mas quem não viveu não sabe como é a parada. E esta nem de longe foi a primeira derrota, nem mesmo será a última, assim como o prazer e a dor andam juntos, derrotas e vitórias se alternam. A primeira que participei já faz mais dez anos, deu em derrota, mas ainda continuo vivo. Nem por isso não me vejo como alguém bancando de perdedor que fica reproduzindo a mesma fórmula de choramingar pelos cantos, fora do contexto de uma outra sociedade, do entre-guerras e pós-depressão de 1929. Nunca se lançaram de cabeça num abismo com tudo, nunca tiveram culhões de se detonar, se foder completamente de ficar sem grana e ainda vem me falar de convicções, de violência e como valentes e derrota no pé do ouvido. É mais fácil ganhar grana posando de derrotado do que sair no pau, tudo cú na mão. Só faltou ocuparmos um prédio, o que pode acontecer aos 45 do segundo tempo.

Por conta desta a vida ficou bem melhor, o ritmo da vadiagem, embora em certos momentos de uma greve se trabalhe mais que o normal, mas tudo dura pouco e acaba uma certa hora. Até a derrota tem fim uma hora, ou um gosto doce de momentos em que nos sentimos como reis.


E por falar em FODIDO e mal pago, recebi este e-mail de um amigo que admiro, o Sérgio, de Sumaré:

"Vocês sabiam que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da família real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais?

Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham que pedir consentimento ao Rei, que, então, ao permitir o coito, mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase
'Fornication Under Consent of the king' (fornicação sob consentimento do rei) = sigla F.U.C.K.., daí a origem da palavra chula FUCK.

Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações:
'Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo' = sigla F.O.D..A., daí a origem da palavra FODA.

Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase: 'Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Auto-induzida', sigla P.U.N.H.E.T.A.

Vivendo e aprendendo...
Lúcio"

Fico ainda mais vagabundo na greve e faço as coisas ainda melhor


Taí um pensamento de mestre que me veio à cabeça ontem, quando fui cobrado por não tirar a gordura da pia da cozinha. Também sou um tanto folgado, faço as paradas sim aos poucos, no meu ritmo, mas nem curto ficar dando uma de clean e de mania de assepsia. Gosto mesmo é da vagabundagem e da criatividade dos ociosos, já basta o trabalho que me arranca diversos prazeres, então no tempo livre, quero coisas que me enobreçam, meu direito à preguiça, e não mais malditos tripalium medievais que nos torturavam e ainda nos torturam. Como um bom tarado que sou, prefiro trepar bem, com arte estilo, cair de boca na priquita à desengordurar pias: já basta lavar os copos e pratos e minha roupa, até para engomar tenho preguiça, tiro do varal e já visto. Todo trabalho empobrece o homem e a mulher, ainda mais o doméstico.

6

"Lydia gostava de festas. E Harry era um festeiro. Então, a gente se pôs a caminho da casa de Harry Ascot. Harry era o editor de Réplica, uma revistinha. A mulher dele vestia uns longos trasnparentes, mostrava as calcinhas pros homens e andava descalça.

- A primeira coisa que eu gostei em você -me disse Lydia - é que não tinha tevê na sua casa. Meu ex-marido via tevê toda noite e durante o fim de semana todo. A gente tinha até que planejar nossas trepadas de acordo com a programação da tevê.

- Hummm...

- Outra coisa que eu gostei na sua casa é a imundície. Garrafas de cerveja espalhadas pelo chão, montes de lixo po tudo quanto é canto, pratos sujos e uma coroa de merda na privada e a craca na banheira e todas aquelas giletes enferrujadas em volta da pia do banheiro. Eu sabia que você era capaz de chupar uma xoxota.

- Você julga um homem pelo lugar onde ele vive, né?

- É. Quando vejo um homem de casa arrumada eu sei que tem alguma coisa errada com ele. E, se for muito arrumada, eu já sei que o cara é bicha."

Diálogo entre Lygia e Chinaski, em Women

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Poeta em greve

Um lance de dados jamais abolirá o acaso.
Todo pensamento emite um lance de dados.


" a atitude do poeta em uma época como esta, onde ele está em greve perante a sociedade é pôr de lado todos os meios viciados que se possam oferecer a ele. Tudo o que se lhe propor é inferior à sua concepção e  ao seu trabalho secreto" Mallarmé, carta à Jules Hurett



"O escritor deve naturalmente ganhar dinheiro para viver, mas não deve em nenhum caso viver e escrever para ganhar dinheiro" Marx

Eis a marmelada Mallarmarxiana.





Saboreei estas bolachas finas neste feriado chuvoso, meu bem
Sandy Denny, Annie Haslam e Maddy Prior
Vozes de anjos femininos: se é que se pode definir o sexo dos anjos
Continuo poeta em greve, em plena segunda-feira
enquanto diversos mentem a si próprios, eu me nego e continuo a escutar
as próprias deusas tocarem suas harpas vocais.

*


 
Mallarmé
mallarmaico
mallarmarx

Marmelada com caganeira
Marmellaico
diarréia

estilhaços
merda
constelação

céu
vaso
sanitário

Luciferiana fatal


Deusa
luciferiana
lillithiana
Divina tentação diabólica
Sangra o coração
misto de tristeza-alegria
Dor e prazer
Machuca ao afagar
coração vadio, elevado
sonhos impuros, úmidos de gozo
sonhos etílicos e breacos

Femme fatale
destruidora, pisoteadora do coração
nada promete além do que cumpre
Brinca de machucar, maltratar
Castiga até os mais escolados, precavidos e ressabiados
com sua negação, tentação
sedução difícil

domingo, 4 de abril de 2010

Jambo, favo de mel



Moreninha da voz macia interiorana,
pele de jambo quase do Mato-grosso
anjo feito em pessoa açucarada
cabelos penteados de lado
boca pequena, olhos atentos
pernas finas, bicos pequenos e durinhos
esbelta, tomando uma com limão
Pequena, sentada em
pernas grossas
ouvindo Janis e dizendo
Maybe, My baby
Delirando junto em
sonho real no
tesão nú e
crú

Poema dos catadores de papelão


Vi vivos

Mais mortos

Que os defuntos

Do cemitério São Paulo

Cardeal do Arcoverde

Moradores de rua

Mendicando

com seus carros de papelão

dormindo sobre papelões

No portão coberto do cemitério

enquanto alguém em algum restaurant

comia um prato fino na Henrique Schaumann

recusava um livro de poemas

domingo à noite

Um poeta nas Guianas


Nova York de lama,



Nova York de arame e de morte.


Que anjo levas oculta na face?


Que voz perfeita dirá as verdades do trigo?


Quem o sonho terrível de tuas anedotas manchadas?
 
Federico Garcia Lorca


 
Hoje demos umas voltas, por Diadema. Na volta, nunca imaginaria que assistiria uma peça de teatro na faixa na Praça das Guianas. O interessante é que sempre que eu pegava o busão, antiga linha Jardim São Domingos, que eu pegava desde a Praça das Bandeiras quando vinha do centro, fazendo algum rolo, vendendo alguma revista antiga nas Galerias ou mesmo só passeando ao léu pelo centro com alguma namoradinha. Eu passava por aquela praça, e sempre imaginava que daria para fazer uma monte de coisas nela. Para além das vadiagens, mas eu pensava que dava para mandar um concerto de rock lá, pois aquele bairro é deserto, não se vê as pessoas que habitam as mansões das redondezas. Casarões de fantasmas.

Eu via os mendigos que às vezes ficavam tomando sol por lá, enquanto esperava meu ônibus no ponto em frente à praça. A minha curiosidade fez que descobrisse, além da escultural india, uma arte em homenagem a um tal de Garcia Lorca, datada de 1968, assinada por um tal de Flávio de Carvalho. Falo disso porque diversas vezes eu descia ali naquela praça, eu fiz aula de violão com um professor que morava nas redondezas ali, e descia do ônibus exatamente nas Guianas. Eu tinha e tenho um carinho por aquela praça. Pois não é que eu assiti hoje aos "Cantos do Hotel", da Cia. hotel jardim verde, dirigida pelo Ivan Feijó, com algumas gotas de chuva, formigas subindo por minhas pernas, muita lama e algumas declamações teatrais do "Poeta em Nova Iorque", exatamente na praça das Guianas?

Depois de tanto tempo, deu para ver a homenagem ao cão andaluz, cujo corpo assassinado pelos franquistas ainda não fora localizado, no início da Guerra civil espanhola, em 1936. Um momumento feito pelo arquiteto e escultor Flávio de Carvalho, corroído pela ferrugem, sem iluminação, esquecido, no meio daquela praça. E eu via aquela obra, aquela homenagem, e ainda nem sabia quem eram os dito cujos nos idos de 1992, só viria a conhecer a poesia de Lorca cinco, seis anos depois.



Artigo de Claudio Willer sobre o poeta em nova iorque
http://www.revista.agulha.nom.br/cw02c.html

Assisti na faixa no sábado retrasado

Homens que encaravam cabras
A trilha sonora é bacana e ampla: vai de Supergrass, "We are young" até Boston, "More than a feeling"

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seguindo após Pitangui até Muriú-RN

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Desenhista do bar e restaurante Salada Record

Mix, podi mandá "uma" aí?

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