sábado, 3 de julho de 2010

Quanto espírito de porco! Reitero: nasci paraguaio!

Pô, tudo bem que o Brasil perdeu, mas daí torcer pra Alemanha demonstra como tem gente que é espírito de porco. E também sem noção, pois a Alemanha já é tri e a Argentina, apenas bi. Isso é o que eu chamo de espírito de porco e falta de solidariedade, sadismo típico de fodidos que ficam felizes ao ver os outros sofrerem. Tão soltando um bocado de uns puta rojões porque a equipe do Maradona perdeu aqui no prédio em que moro. Tá certo que nem todo mundo teve oportunidade de ter uma namoradinha argentina um ano mais velha pra dar uns beijos quando moleque pra saber se a coisa é boa ou não, mas nesse caso, não precisava exagerar no preconceito e em tamanha rivalidade. Ao menos, Dieguito deu um abraço em cada um, ensinando a Dunga como se faz. Na derrota ou na vitória, estão sempre juntos, lado a lado.

O que os hermanos tem a haver se a equipe brasileira cheia de pagodeiros, de crentes que falam palavrões  ao mesmo tempo que rezam e dedicam gol à Jesus, que perderam a ginga do samba brasileiro (o tal do rebolation) e se renderam ao balcão de negócios e a putaria da FIFA - que, diga-se de passagem, também já está vendida esta Copa, pois a próxima será no Brasil etc e tal? Daí já acho demais! Que falta de espírito de unidade latino-americana. Esse tipo deve ser um que colocou a bandeirinha no carro et coetera e tal mas agora tira. Patriotismo meia boca, típico Zé ninguém que o Reich falava. Reclama reclama e reclama, mas nada faz e continua em sua mediocridade cotidiana cheia de corrupções, conseguindo alguma vantagem aqui e ali. Este é o tipo de gente que colocou um Kassamba e um Serra no lugar aonde estão.

Agora que vi a derrota dos hermanos argentinos sairei para uma volta, participarei de um curso  de formação nas Clínicas no SindSaúde, depois assistirei o jogo do Paraguai de qualquer boteco contra a sua ex-metrópole, Espanha, a poderosíssima (ao menos, té o que em sido bancada pela mídia internacional e o FMI do futebol). Torço para que os pequenos e os fodidos de sempre se dêem bem nesta Copa, e ao menos quebrem os protocolos da FIFA e façam com que o esquema saia da rotina do previsto pelo script.

Reiterando meu passado, e lembrando de uns pirralhos da rua em que morei, filhos de uma paraguaia com um japa véio maluco. Eu estava cercado de portenhos. Soy paraguayo desde criancinha, muambeiro, pirateiro, pirata mesmo, mascate e tudo mais! Vou até pedir uma caipirinha de quinino! Paraguay, Paraguai, Paraguai, Paraguai! Sopro até minha vuvuzela com sons de abelhas africanas psicodélicas em prol do Paraguai! Abaixo o espírito de porco chauvinista!

Mick Jagger pra vice do Serra! As veias dos hermanos latino-americanos estão abertas novamente com esta Copa do mundo!


Isso tá rolando no twitter, blogosfera e tudo mais na net. Jagger só deu pé frio, Inglaterra, EU e pro Brasil. Que ele seja o vice que o Serra precisa! Troca o Indio merendeiro pelo Mick Jagger!

Tô louco pra ler o livro que o Eduardo Galeano escreveu sobre futebol. O cara bate de frente, declarou que a FIFA é o FMI do Futebol e está fechado para balanço, assistindo a Copa também, feliz pela classificação do Uruguai às semifinais. Um livro que é minha referência deste escritor dos fodidos e espoliados da américa do sul, é sua reportagem histórica cheia de imaginação e fantasia, "As veias abertas da América Lat(r)ina". Sempre me inspirou, por ser nostálgico, filósofo da história, memorador, lembrador. Ao menos no Futebol, já temos a celeste entre os quatro. Está emocionante, a América latina está com as veias abertas novamente por conta destas oitavas, e nas quartas será mais ainda. O Pasolini já havia escrito que o futebol europeu era prosaico, e o latino, sul-americano é poético, isto em 1970, por conta da final Itália e Brasil.  Muita coisa mudou, mas Só falta a Argentina não derrapar e meu favorito Paraguai despachar a Espanha de volta pra casa pra confirmar a unidade pela América Latina no futebol e na política.




O gol é o orgasmo do futebol. E, como o orgasmo, o gol está cada vez menos frequente na vida moderna. Há meio século, era raro que uma partida terminasse sem gols: 0 a 0, duas bocas abertas, dois bocejos. Agora, os onze jogadores passam toda a partida pendurados na trave, dedicados a evitar os gols e sem tempo para fazer nenhum. O entusiasmo que se desencadeia cada vez que a bola sacode a rede pode parecer mistério ou loucura, mas é preciso levar em conta que o milagre é raro. O gol, mesmo que seja um golzinho, é sempre goooooooooooooool na garganta dos locutores de rádio, um dó de peito capaz de deixar Caruso mudo para sempre, e a multidão delira e o estádio se esquece que é de cimento, se solta da terra e vai para o espaço.

Até o final da Copa, o blog da L&PM publica diariamente um trecho do livro Futebol ao sol e à sombra, de Eduardo Galeano. Leia os anteriores:

O árbitro
Gol de Nilton Santos
O pecado de perder

Conheça o blog da L&PM editores:


Leia a entrevista com Galeano "Para Galeano, Futebol é uma Fonte de Alegria"

Leia uma entrevista do historiador britânico Eric Hobsbawn e a declaração de Galeano FIFA é o FMI do Futebol:

Hoje tem Alzira E com arrudA na Biblioteca Pública Alceu Amoroso Lima e amanhã Samba da vela na Praça Eder Sader, no mangue, vila madalena


Acordei bem cedo hoje, cansado da gota, trampei pra burro, dando o maior sangue nos conselhos e diários de classe, com a vida de quase mil estudantes. Hoje e amanhã rolam estas atividades, nem estava sabendo da mostra do Mangue que já está rolando há um mês aos domingos. O negócio aqui do lado de casa, mas muito mal divulgado, vi apenas hoje cedo, por conta de um cartaz numa padaria que não costumo frequentar muito.
Mas só  sairei novamente após verei o jogo dos arianos besta louras xucrutis contra a Arrrrrentina. Tô pela Argentina, nada de provincianismo, curto o Maradona, principalmente sua Tatu do Che Guevara e seus lances com farinha, o cara é polêmico, mas dai que curto mais ainda, o estilão debochado e sem papas na língua. Essa copa tá emocionante, fazia tempo que não via jogos tão emocionantes principalmente os jogos simples, como o de Uruguai contra Gana, ontem, que emoção, Gana poderia ganhar no último minuto, por um pênalti - o jogador uruguai meteu a mão para evitar o gol certo de Gana. Eis que Gana perde o penalti e depois Uruguai bateu Gana nos pênaltis. Muita emoção, muito sangue quente nos óios e nas veias.
Volto principalmente para ver o Paraguai mandar a poderosissima e cantada Espanha de volta pra casa, pra depois pegar a Argentina na semi e o Uruguai na final e bater a Tríplice Aliança do Cone Sul, Caxias e capacho do Império Britânico no século XIX. Só faltava o Brasil, mas este nem foi pra frente, então, fica pra próxima.  Vou até soprar meu enxame de abelhas africanas psicodélicas, que é o nome que dei para minha minha vuvuzela, em prol do Paraguai. Digo e repito, sou paraguaio desde criancinha!
Ainda hoje, aqui do lado de casa, na BP temática em poesia Alceu Amoroso, a Alzira E e o poeta arrudA se apresentam no parcerias a voz da poesia. Darei uma conferida por lá.


Local: Praça Eder Sader, s/n, Vila Madalena, Pinheiros, São Paulo

Veja a programação completa de Julho a Outubro no link abaixo. Sempre aos Domingos, das 16-18h:

O roqueiro Tony Bellotto e o estradeiro Jack Kerouac


Nelson Rodrigues estava certo

-Escuta, Agenor! Pelo amor de Deus! Já não te disse, ah, criatura! Será que. Escuta. Você não é capaz de um amor espiritual?
(...)
-Minha filha, não fui eu que inventei o sexo. De mais a mais, escuta. O sexo pode ser sublime, entendeu? Sublime! Por que é que nós estamos no mundo? - E concluiu, triunfante: Por causa do sexo!

Nelson RODRIGUES, Covardia.

Na TV dizem que prenderam uma espiã russa Ane Chapman, a femme fatalle ruiva, que seduzia os homens. Bem, mas faz tempo que a guera fria acabou, o muro de berlim caiu e o socialismo real burocratizado faz mais tempo ainda que derrocou, então acho esta notícia mais estranha ainda. A máfia russa e a KGB está querendo colher informações dos EU, mas pra aprofundar ainda mais aquela putaria que voltou a ser de capitalismo gângster. E a mulher, a ruiva, foi no ponto fraco, a sedução. Nelson Rodrigues está certíssimo.
As outras notícias mais corriqueiras dizem respeito à punição que o presidente da Nigéria queria imputar à seleção de futebol do país, pelo seu desempenho na copa. Queria proibi-los de participar por dois anos em competições internacionais? Pode uma coisa dessas? Ter ilusões como esta depois de ser atropelado pela Argentina parece ser coisa de devaneio ou delírio. Pior que isso, só o segundo tempo da seleção brasileira ontem. Também tá estranho aquele caso do goleiro do flamengo, bem como a moça japonesa, uma advogada Érica, que foi encontrada na beira da represa de nazaré paulista. O suspeito é seu ex-namorado. Ele alega que estava com uma garota de programa no momento do crime. E tem o caso do goleiro bruno.
Vamos aguardar para ver, ainda continuo com Paraguai, a nação que desde 1814 procurou buscar uma caminho de desenvolvimento, enfrentou os capachos e Caxias da época a serviço do império Britânico na guerra de 1865 a 70, por querer ousar construir a primeira ferrovia da américa do sul, investir em industrialização naquela época, mas foi combatida pela Tríplice Aliança entre Brasil-Argentina-Uruguai por querer chegar ao mar! Perdeu mais de dois terços da população de homens adultos, e virou a terra arrasada que já conhecemos até hoje, até já fui comprar moambas lá. O resto da história é tudo conhecido e parecido, a Guerra do Chaco, a ditadura de Stroessner que perdurou até 1989 e a vitória recente de Fernando Lugo com a Aliança Patriótica pela Mudança que tirou o Partido Colorado do poder há décadas.
Soy Paraguayo desde chico, lembrando e homenageando, Paulo e Marcelo, japaguaios da rua dos tempos de moleque.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Soy Paraguay desde chiquito!

Devemos encarar a derrota com naturalidade. Afinal, aprendemos a perder desde moleques. Há um não sei o que de catártico, de uma comoção e uma purgação dos sentimentos com a derrota, uma espécie de cristianismo em nossa comoção que torna tudo triste. Deveríamos encarar tudo como uma passagem, uma experiência que enriquece mais. Deveríamos festejar como fazem os mexicanos no dia de finados, que bebem e dançam a morte. Mas somos cristãos demais, a tristeza e a choradeira foram parte de nossa formação de Brasil, de povo.
E também atribuem a "culpa" ao técnico Dunga, ao expulso Felipe Maia e ao caralhoacuatro. Oras, encaremos os fatos, a verdade é revolucionária: perdemos porque a Holanda soube aproveitar e jogou melhor no segundo tempo que era o que interessava. Foi a segunda colonização, o dia em que pela segunda vez Mauricio de Nassau e Rene Descartes tentaram dominar o Brasil. No futebol, desta vez, conseguiram. Mata-mata com salto alto dá nisso. Nada de culpa, apenas falhas e erros que são humanos. A responsabilidade foi deles, e talvez das bolsas  de grana que correm solto pra forjar os resultados da Copa, uma vez que, a próxima sendo no Brasil, já tinha certeza que não viria nesta. Faltou a ginga, renderam-se ao modelo europeu de futebol e à FIFA. E o povo ainda tem a mania de se divertir e jogar em bolões. Vida de gado, povo marcado, povo feliz.
Bom, nesse quadro, pra reparar na nossa história, com o enxame de abelhas africanas vuvuzélicas zoando no meu zouvido, não resta mais nada torcer pra que dê o Paraguai. Argentina e Uruguai já meteram a mão duas vezes, e juntamente conosco, foram serviçais do império britânico contra esta pequena nação que ousou se levantar e ser independente, não aceitando ser Caxias do monopólio comercial quando a Grã-Bretanha sofria o bloqueio econômico continental napoleônico. Sendo assim, vou fazer uma capirinha com aquela vodka paraguaia que buscamos in lócus que está na geladeira e torcer para estes hermanos. Ou pode ser uma zebra africana de Gana também, que tudo fica melhor resolvido.

Repasso o  poema do Tião, liderança da pop (em situação ) de rua de SP...uma bela sacada!
abs
JK 

                          
                           
  MALEDITA VUVUZELA

                             ANO INTEIRO OUVINDO
                             BRASILEIRO É BRAHMEIRO
                             BRAHMEIRO É GUERREIRO
                             BRAHMEIRO,GERREIRO,BRASILEIRO
                               
                               INTERVALO BEBEU SÓ UM GOLEIRO                                            
                              JULIO CEZAR  GOLINHO                 
                              NA ÁREA CONFUNDIU  JABULANI
                              COM A CABEÇA DO ZAGUEIRO
                             
                             O JUAM VOLTOU DO VESTIARIO 
                             ESQUECEU SEGUNDO TEMPO
                             O CAMPO MUDOU DE LADO
                             CABECEOU CONTRA PRO FUNDO DA REDE
        

                              O FELIPE MELO BEBEU DEMAIS
                              PERDEU O JUIZO,PISOU NO PÉ
                              O JUIZ SAQUÊ PRA ELE
                              CARTÃO VERMELHO

                              O DUNGA AFOGOU O GANSO NO MAR
                              PRA ESQUECER ROBERTO CARLOS                         
                              TIROU ATAQUE TROUCOU  FABIANO
                              CONFUNDIU NEIMAR,COM NILMAR   
                              
                             RONALDINHO   GAUCHO MOTOBOY
                             MANDOU AVISAR , QUE VAI ROLAR A FESTA
                             ACABOU A CERVEJA,ACABOU VUVUZELA,ACABOU A COPA
                             E SÓ FICOU O BAGAÇO DA LARANJA

                                  Tião Nicomedes- DESBAFOS -02/06/2010                         

P.S.: segue abaixo alguns poeminhas recém-escritos, bem como uma dica pra quem pretende viajar (fique de olho, a tucanada-gralha e os urubús aumentaram ainda mais os pedágios neste estado que ainda é o ninho há quase trinta anos): 


Jantar psicodélico

A carne de charque mugiu no prato
Eram os muares gemendo manhosos
Um porco gemia quando eu comia
seu presunto de pé junto
A ovelha balia
Quando seu pernil eu comia
A salsicha viena relinchava
quando o cavalo degustava
cacarejando coxas de frango,
de pato e de ganso
Ainda se ouvia um berro
quando comia um vitelo de bezerro
Degustava tudo num beijo,
mandei ver até um carangueijo
Ostra, marisco, lula, polvo e sururu
Do alto ela berrava: "não pode!"
enquanto eu manjava uma buchada de bode

Celso Torrano

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Bicadas trocadas entre as próprias gralhas e urubus

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cacciola, sogro do vice de Serra, ocupa prisão VIP em Bangu 8

Publicado em 03/08/2008 | AGÊNCIA ESTADO

RIO DE JANEIRO - A movimentação começa cedo. Antes das 9 horas, o desfile de mulheres de sapatos de salto alto toma conta da entrada do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Toyotas, Mitsubishis, Hondas, Citroëns e até um carro oficial da Assembléia Legislativa do Rio, todos com vidros escuros, trazem as visitantes, carregadas de sacolas e bolsas térmicas com comida.

"É um pessoal muito educado", comentava, na sexta-feira, o cabo Faria, após checar a identificação de Rafaella Cacciola, filha do ex-banqueiro Salvatore Cacciola.

O frenesi em frente ao complexo aumentou nas duas últimas semanas, principalmente às segundas e sextas, dias de visita em Bangu 8, como é mais conhecida a Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, uma das 23 do complexo de segurança máxima. Ela virou a prisão mais VIP do Rio.

O título se justifica pela lista de presos célebres. Além de Cacciola, estão lá o médico Joaquim Ribeiro Filho, acusado de manipular a fila da espera por transplante de fígado; o deputado estadual Natalino Guimarães (ex-DEMos) e seu irmão, o vereador Jerominho; o ex-chefe da Polícia Civil Ricardo Hallack e o inspetor da Polícia Civil Odnei Fernando da Silva (acusado de comandar a milícia que torturou jornalistas de O Dia), entre outros. "Só tem sangue bom no 8", brinca um agente penitenciário que dá plantão no Presídio Moniz Sodré, no mesmo complexo.

Mas tanta gente influente junta dá trabalho. Um policial que prefere não ser identificado define o clima lá dentro. "Está um inferno. Milionário, policial civil, deputado, miliciano e bicheiro juntos é demais para os agentes penitenciários darem conta. É muita gente pra colocar banca."

A pressão parece ser intensa. O subsecretário adjunto de Tratamento Penitenciário, major Márcio da Silva Rosa, admite que o trabalho aumentou. "É mais fácil administrar Bangu 1 (onde estão os chefões do tráfico de drogas) do que o Bangu 8. O poder deles é maior. As tentativas de interferência atrapalham." Tentar não significa conseguir. "Estão todos submetidos às regras do presídio, inclusive o senhor Cacciola", afirma o major.

Vejinha Rio mostrou a mudança do casal

A revista Veja Rio, em 2001, publicou uma matéria sobre o vice de José Serra, Deputado Indio da Costa, e sua esposa, quando ele ainda era vereador.

terça-feira, 29 de junho de 2010

18:54

Depois da costumeira cochilada da tarde, acordo e o jogo de Portugal e Espanha, o clássico da Península Ibérica, os nossos colonizadores de língua latina, estava quase no fim. Assisto os últimos lances, estou curtindo esta copa, principalmente porque ela ocorre na África do Sul, apesar da pobreza e do elefante branco, custos que terão para os miseráveis afreicanos, e também já me acostumei com as vuvuzelas. Aliás, até consigo escutá-las e vê-las com certa simpatia, aquele som constante, psicodélico, uma característica própria daquele povo.
Eu vi na TV da escola a vitória paraguaia nos pênaltis. Estou gostando de ver e saber que França, Itália e os Yanquees foram despachados mais cedo para casa, e ainda mais por Gana! (pro consumo, turismo, isso foi ruim). Estou curtindo o fato dos sul-americanos chegarem onde estão chegando, veja só, o Paraguai, aquela nação que ousou ser independente e foi massacrada pelos "hermanos" vizinhos e por um certo Caxias, à mando do Império britânico passarem para as quartas, onde nunca estiveram! Quem já foi até a fronteira em Foz e conhece  o drama sabe do que estou falando, eu já trouxe tênis, vodka e tudo mais do paragua. E ainda tem o Uruguai, a Argentina, junto com o Brasil! E Gaaaaaaaaanaaaaaaa! A laranja mecânica e os chucrutis também estão  nas quartas é claro.

Cheguei em casa, liguei o PC, botei pra tocar um disco da Aretha, depois outro da Sarah Vaughan ,o Desire do Dylan ,  Lizard do King Crimson e tou mandando uma dose de Domecq que compramos pra espantar o frio. E estou lendo um bocado escrevendo, já um pouco mais cicatrizado das marcas da luta, apenas unas lampejos e miríades de lembranças da guerra vêm À tona, mas tá tudo limpo e certo. Devagarinho devagarinho, já estou quase fechando as cadernetas com o sangue de mil estudantes e mais ainda o  meu que me descabelo e sinto-me como num zoológico atras das grades indo de trenzão da CPTM para minha jaula atrás das grades no zoológico que se tornou a escola. No segundo semestre tem mais, vou estudar um bocado, farei o curso preparatório, ganhando uma grana a mais e quem sabe eu não preste um vestibular de outra coisa, quem sabe jornalismo, editoração, algo ligado às comunicações? darei uma volta e depois talvez volto.

P.S.: O me amigo e camarada Marx da Cozinha do Rock começou uma série em homenagem aos 65 anos do Raul Seixas. Pediu que eu escrevesse uma resenha, o álbum escolhido foi o Novo Aeon, e assim segue o link do seu blogui:






Também posto um release em homenagem ao editor Massao Ono, que ocorrerá amanhã no CCSP e mais uma besteira que mandaram por e-mail (rs):




Nota para divulgação
Samurai das Sombras da Literatura Brasileira
ganha homenagem no CCSP
Evento no Centro Cultural São Paulo (CCSP) homenageia Massao Ohno, editor responsável
por revelar uma geração inteira da poesia nacional.
O Centro Cultural São Paulo celebra “Um tributo a Massao Ohno” na próxima quarta-feira, 30/6, às 20 horas na Sala Adoniran Barbosa. Um dos mais importantes editores independentes do país, Massao Ohno, recém falecido, dedicou meio século a criar livros que primaram pela inovação gráfica e pela descoberta de novos talentos literários. O CCSP fica na Rua Vergueiro, 1000, próximo à estação de metrô.
O evento é um sarau-homenagem com leituras de poemas, exibição de trechos de um documentário que está sendo produzido sobre o editor, números musicais e falas que narram sua importância e trajetória. Os poetas Antonio Fernando de Franceschi, Claudio Willer, Leila Echaime, Eunice Arruda, Celso de Alencar, Carlos Felipe Moisés, Álvaro Alves de Faria, Eunice Arruda, Renata Pallottini, Eduardo Alves da Costa, Miguel de Almeida, os editores Jiro Takahashi e Toninho Mendes, a cineasta Paola Prestes, o butoh Toshi Tanaka, os músicos Tito Martino e Cacau Brasil, são algumas das personalidades que se reúnem para celebrar seu legado.
Sobre Massao Ohno
Massao Ohno (1936-2010) foi o principal editor de gigantes da poesia brasileira, como Hilda Hilst e Roberto Piva. Lançou uma geração inteira de poetas com a Coleção Novíssimos no início da década de 60, incluindo Claudio Willer, Álvaro Alves de Faria, Carlos Felipe Moisés, Eduardo Alves da Costa e Eunice Arruda.
Ohno atuou quase sempre como uma pequena editora independente, muito mais como um artista do livro do que como empresário. Foi considerado por especialistas, como o bibliófilo José Mindlin, como um dos principais artistas gráficos do livro no Brasil, tendo inovado em formatos, uso de papéis e cortes especiais, em trabalho meticuloso e artesanal. Ajudou a formar também vários editores, hoje profissionais de destaque no mercado.
Começou a Editora Massao Ohno em meados da década de 50, dando forma inicialmente a apostilas e títulos didáticos destinados a estudantes de cursinhos pré-vestibulares, especialmente o Anglo. Trabalhava para quem podia pagar e financiava os jovens talentos do próprio bolso a fundo perdido. Lançou em 1961 a “Antologia dos Novíssimos”, uma das mais importantes coletâneas de novos poetas da História da Literatura Brasileira.
Foi o primeiro a publicar Renata Pallottini, Carlos Vogt, Jorge da Cunha Lima, Celso Luís Paulini, Paulo Del Greco, dentre muitos outros. Quando todos os grandes editores se recusaram a lançar Hilda Hilst em sua dita “fase erótica” – ou “pornográfica”, para alguns – temerosos da polêmica, novamente foi Massao quem mandou imprimir sob seu selo “O Caderno Rosa de Lory Lambi”, que deu novo fôlego à trajetória da autora. Calcula-se que tenha editado cerca de mil livros ao todo, na maioria esgotados e hoje itens de colecionador.
Incorporou trabalhos de Manabu Mabe, Ciro Del Nero, Tide Hellmeister, Arcângelo Ianelli, Aldemir Martins, João Suzuki, Jaguar e Millôr, dentre outros artistas, a seus livros, em capas ou ilustrações, promovendo intenso diálogo entre a literatura e as artes visuais.
Filho de japoneses, formado em odontologia, dedicou toda sua carreira às letras, mas militou também no cinema, tendo co-produzido filmes como “Viagem ao fim do mundo” (1967), de Fernando Coni Campos, e “O bandido da luz vermelha” (1968), de Rogério Sganzerla.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Balzac e a política: um autor de direita e uma obra de esquerda



Leiam "Eugênia Grandet" e "A mulher de trinta anos", de Balzac, que integram a obra maior, A Comédia Humana, mas já foram publicadas em volumes soltos em português. Estou mandando ver em "As Ilusões perdidas", vejamos no que dá.
Recomendo também o belíssimo filme asiático "Balzac e a costureirinha chinesa", sobre um amor e leituras proibidads nos campos de reeducação no período da Revolução cultural chinesa.

Racha entre demos e tucanos faz tucanada revoar, urubus do demo debandar e fragiliza ainda mais candidatura do Zé Alagão: e preparem os bolsos, lá vem mais aumento de Serrágio dia 1/7!




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