sábado, 29 de maio de 2010

Os contos da Cantuária


Nesta semana que passou, peguei emprestado pra conferir um livro da biblioteca. É que eu estou um bocado limitado, preso a trilhos, sem muita mobilidade, sem poder fazer extravagâncias ou dar pulos e vôos mais altos. Aprendi a viver com bem pouco, apenas o necessário, e vou tocando até devolverem (quase) tudo o que nos roubam.
 Enquanto espero o trem, ou na volta sentado, vou mandando ver na leitura. Estou um bocado ferido, lambendo os machucados de cavaleiro andante quixotesco. Já tracei o Anjo Azul da escola nesse lance, um de poemas do Rilke, um Chandler que não consegui engolir por enquanto, e fico distraindo lendo Leminski ou Arnaldo Antunes enquanto espero na aula vaga. Da biblioteca peguei os contos da cantuária, do inglês Chaucer, o criador da obra e dos estilo de contos ingleses no século XIV. Um dos pioneiros, precursor da literatura inglesa.
Eu já conhecia os contos a partir da versão feita para o cinema pelo Pier Paolo Pasolini, o primeiro da trilogia da vida, que conta ainda com as mil e uma noites da arábia, bem como com o Decamerão de Giovvani Boccacio.
Todos os contos revelam um sarcasmo e uma acidez com a qual me identifico demais. O que eu gosto é disso mesmo, do deboche da corte real, do deboche do poder. Os contos dos rapazes que aprontam para o carpinteiro, para traçar a mulher dele, são um exemplo. E o caso dos estudantes que traçam a mulher e a filha do moleiro, são de rachar o bico enquanto se lê. A caricatura, a arte de debochar dos poderosos nobres e do clero, com as pitadas de sexualidade e humor, é a marca destes escritores. A escrita de um Boccacio, a narrativa de Sherazade ou os contos de Chaucer estão para a pintura de um Giotto, o surrealismo orgiástico precoce do Bosch ou de um Brueghel, como os retratou Pasolini em sua visão dionisíaca do sexo.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O UFO pousou em São Paulo e eu não vi...

Ontem eu queria dar uma volta para chegar  no Carioca, aqui perto de casa, na cardeal de baixo, aonde se apresentaram os mestres do heavy rock, pra ao menos ver se escutava alguma coisa do show, mas caiu um baita dum toró na hora em que eu sairia de casa pra completar a praga de urubú. O UFO (Unidentified Flying Object, ou para nós, OVNI) pousou em São Paulo na noite de ontem. É uma banda para lá de boa esta do Phil Moog e o Andy Parker na batera (membros originais) com o Vinnie Moore nas guitarras, e foi a primeira vez que vieram juntos, e eu perdi!!!!
Não me conformo, estão todos vindo na mesma época que estou sem um puto no bolso, durangão, na maior pindaíba ferrada, só com grana pra ir pro trampo e voltar pra casa: parece até um complô contra quem resolver fazer uma greve e quebrou sua cara!!!! Veio ZZ Top, Johnny Winter, tudo o que ainda não vi, e ainda por cima, na mesma época!!! É de doer e de quebrar as pernas de qualquer caboclo. Bom voltando ao assunto principal, o UFO é uma daquelas bandas queridas, alemã, que tem um som potente, forte.
Eu me lembro desde as épocas do Led Slay e Fofinho quando rolava um UFO, o pessoal curtia bastante; lembro de alguém que eu conhecia  tinha  esta bolacha ou devo ter escutado o vinil do Mechanix no Centro Cultural, um disco dos anos 80, que não era tão bom como os que descobriria depois; eu mesmo depois encontrei o primerão, que abre com a faixa homônima, uma instrumental pirada, com uma guitarra louca, distorcida, tem Come Away Melinda (como o Uriah Heep, gravou no seu primeiro); Boogie e outras porradas; depois uma leva que escutava no bar mais rock do Bixiga e de Sampa toda, o bar Peixuxa, do amigo Gera. Lá rolava a noite toda o Obssession, o Phenomenon, o No heavy Petting, Lights Out,  Force It, todos discaços dos anos 1970. Fica aqui minha homenagem a estes caras que detonam tudo, foi um disco voador que passou por São Paulo e nem consegui ver!

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