segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Bienal cheia de paga-pau e animal de estimação

Repare que até o logo da bienal está chorando... veja o olho do lado esquerdo, vermelho, com uma lágrima azul...

O sábado foi um sossego pra eu e pra cleinha. Demos um pulo em Moema no sábado, comemos uma peixada em uma casa de uma conhecida dela. Lá tocavam rock, trocamos figurinhas com amigos, contamos piada, à noite tomamos um vinho, fomos saborear a sopa de cebola na escuridão do Ceasa, que tinha suas luzes pifadas.
Já ontem no domingão, mesmo sabendo do risco e do mico tamanho King Kong que poderia pagar, perdemos nosso tempo visitando aquela grande praça de alimentação chamada Bienal do Livro (ainda se fosse o alimento da alma, mas não era isso que as pessoas consumiam por lá). Tudo isso para agradar amigos. Bem que avisaram, mas ainda bem que como teacher, não paguei nada para entrar. Do contrário, o arrependimento seria ainda maior. Sabe aquele tipo de premonição que você tem de que se estrepará no fim das contas, mas ainda assim segue em frente? E os promotores ainda acreditam que estão contribuindo para tornar o Brasil um país leitor... bella aroba, ou melhor, grande piada... Pior que isso, só a tal da flip, onde os tipinhos descolados do tipo Odara vão fazer farofa e puxar o saco do sociólogo desempregado FHC em uma palestra sobre Gilberto Freire.
O foco do mercado editorial (porque afinal de contas, tudo é mercadoria, inclusive um livro, purismos à parte, e os caras estão se preparando para lucrar mais ainda com e-books, livros em cds, dvds, pois não tem gastos com papel, impressão e o escambau) desta Bienal estava voltado para a pivetada, para os crentes de toda crença, livros de auto-ajuda, besta-sellers do momento, e é claro, ressalte-se o fato de haver mais stands de praça de alimentação do que de livros. Editoras antigas, que publicavam livros bacanas, como a brasiliense, iluminuras, nehuma. E ainda haviam aquelas revistas chatas e seus promotores mais chatos ainda que quase te agarravam para dar um "brinde", que, na verdade, não era bem um brinde: você tinha que assinar aquela porcaria para ganhá-lo.
Até vi algumas coisas legais, "A história do olho" do Battaille, um sobre hegemonia em Gramsci, e talvez mais um outro, o "Cidade...", do Kerouac, mas nem o preço ajudou: tudo acima de 50 pilas. Preferimos sair de mãos abanando. Nenhum asco pela pirralhada e animais de estimação comendo seus salgadinhos,  mas sempre fui adepto do sebo e agora com compras pela estante virtual, a coisa ficou mais certeira ainda. Nada como feiras que descontam 50% ou de sebos que enviam para ti o livro em casa sem passar por aperreios em um pavilhão abafado.
Pra dar uma espairecida e compensar a total perda de tempo, tentamos ainda pegar um jazzão ao vivo que perdemos pelo atraso daquela marmotagem toda. A solução foi tomar umas nos botecos ali de Moema perto da Igreja da Ibirapuera.

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