sexta-feira, 5 de março de 2010

O lançamento da antologia Ecos da alma foi em 20 de Fevereiro

Estou participando da antologia "Ecos da Alma" (editora Andross, que lança autores desconhecidos) com dois poemas, Laranja Madura e Cabra Macho, que enviei por e-mail e foram selecionados e organizados pela Guaraciaba Micheleti, com prefácio de Reynaldo Bessa. O lançamento foi bacana, uma mesa de debates, leitura dos poemas. O Claudião Willer deu uma passada por lá para conferir.

O livro custa R$ 20, solidário R$ 25 (nas lojas sairá por R$29). Os autores têm de vender uma cota de 10 exemplares para cada poema publicado para bancar a publicação coletiva até 20 de Março. Tinha 21 exemplares comigo, mas já vendi um bocado. Entrem em contato e dê uma força, adquira o seu.

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Eis algumas das fotos

Mesa de abertura: Andréa Catropa, Rita de Cássia e Reynaldo Bessa

Leitura do meu poema pela Cristiana Gimenes (Cia. Em cena ser)



Poema Diarréia

 
Um

poeta

caminhava

na

rua

soltava

peidos

quase

molhados

quase

cagados

andando

rumo

ao

lançamento

de

seus

poemas

na

antologia

Eis

o

poeta

cagão

Eis

o
 
poema

diarréico

 
caganeira

cagamerdeira

Mulheres experientes e zé manés

Tem manezão que fica se gabando, mas não passa de um zé ruela que não tem convicação de sua masculinidade e precisa se justificar pra si e se afirmar perante os outros, como um moleque. A treta aqui é a seguinte: não sou de ficar escrevendo muito, tenho mais o que fazer, o tempo RUGE e o que tenho pra dizer, é na lata que digo.
Quando o pau quebrava pra valer no meio da molecada, o bicho pegava, não tinha desta de ficar falando rame-rame. Quando era moleque, saia na porrada com a molecada na escola ou na rua. E olha que eu curtia e conhecia rua mesmo: jogava bola, esconde-esconde, mãe-da-rua, rolemã, descia as ladeiras, tinha festa junina, brincava de gangues, conhecia um bocado de gente da redondeza. E foi diversas vezes, mesmo, com um bocado de gente, pois conhecia gente de todos lados. Foi bom pra aprender a ficar esperto, até uma certa idade. Sai na mão com o Zé da peixeira, os pirralhos todos que provocaram o Pirulito e me deixaram sozinho na hora que o pau quebrou, o Marcos na escola que sabia kung fu e eu torci seus dedos; o bicha do eduardo na escola, no qual dava várias porradas no queixo; zeniel da escola, entre tantos outros da vila no interior que até mes esqueço. Até com brothers que curtia pacas, o André, por exemplo, briguei, mas no dia seguinte já estava de boa.

Só que eu curtia mais ainda o lance com as namoradinhas, desde moleque (uma das primeiras que lembro, foi a Cristina, quando eu tinha sete ou oito anos). Meu universo sempre foi um bocado acostumado à psicologia feminina. Uma vez que havia um bocado delas na família (só em casa eram três), depois, é óbvio que eu preferiria sacar sobre a psiquê e tudo mais da mulherada, pra tentar entender um pouco, uma vez que tudo, se alguém diz que entende, está mentido, pois ninguém tem o mapa da alma da mulher, já dizia o Zé Ramalho.

E de modo algum quero dizer com isto que ganhava sempre: aliás, mais perdia do que ganhava, mas mesmo perdendo ou derrotado, ganhava mais aprendizado, mais experiência do que ficar engalfinhando na porrada com a molecada. Não me chame pra bater uma bola, tô pulando o muro do fundo do quintal da escola, diria o raulzito.

Quando me tornei um adulto lá por perto dos dezessete, dezoito, não precisei ficar me gabando ou justificando nada, pois já tinha aprontado de tudo um pouco.  Ainda bem que tive infância, e foi bem aproveitada, sem culpa, sem traumas e sem precisar fazer pose ou mentir pra eu mesmo sobre meu passado e origens, como alguns fazem. Apanhei dos meus pais, apanhei e bati uma pá de vezes na rua, na saída da escola e criei meu juízo com tudo isso. Nunca fui um frustrado por não ter feito algo no tempo, nunca me fiz de vítima ou de coitadinho. Muito menos sou um "adultescente" que perdeu o bonde da época e depois resolveu tirar o atraso.

Nunca curti dar trabalho pra ninguém. Desde cedo, mesmo moleque, se eu bebia demais, caia quieto no meu canto, dormia e depois saia andando, sem bancar o valentão que levava umas bifas depois. Prefiria mil vezes aprender coisas de todos os tipos (ideais e corporais) com mulheres mais experientes, maduras na noite. Sempre foi melhor sair com a mulherada do que para se engalfinhar com machos, nunca tive dúvidas em relação a isto, principalmente quando já havia ficado adulto, não tinha pra quê, não é não? Mas tem gente doidona que precisa se autoafirmar, ou talvez seja um pouco de insegurança. Eu não tô nem aí com isso.

Se alguns tem recaida às vezes ou dúvidas, eu ainda continuo firme na mesma opção, desde que nasci. Nem um pouco mal-resolvido ou muito menos preciso provar algo pra alguém, pois meus tombos e derrotas dão meus próprios credenciais.

*
Zombaria e bufonaria dos demônios
em relação à memória seletiva
caras que se julgam ser os fodões e valentões
só levaram porrada de macho a vida toda
descontam no rosto de sua mulher
a ironia da história

*

"A mente é dotada de potencial de mentira para si próprio (self-deception). O egocentrismo, a necessidade de autojustificativa, atendência a projetar sobre o outro a causa do mal fazem com que cada um minta para si próprio, sem detectar a mentira da qual é autor"
Edgar Morin

"A mente é dotada de potencial de mentira para si próprio (self-deception). O egocentrismo, a necessidade de autojustificativa, atendência a projetar sobre o outro a causa do mal fazem com que cada um minta para si próprio, sem detectar a mentira da qual é autor" Edgar Morin

Poema sem ressentimentos






Poeta não-moralista

Transvalorador de valores

Poeta do Kaos

Sem amarguras

Sem questões mal resolvidas

Sem esclerose

Nada enfadonho

Não é egocêntrico

Não se autojustifica

Para o travesseiro

Não mente para si próprio

E dorme tranqüilo

Meu poema-é-pulsão-tesão-libido

Política e Desejo

Libido na Politica

A grande Politica

Com P maiúsculo

Meu Poema diverte-se

Com as trapalhadas do Carlitos

A ingenuidade da Giulietta

E Mastroianni, ambos em Fellini

Poema que dança com divas negras

Orixás, em uma escola de samba

Poema-relâmpago de rock

Um toque ao som da cavalgada

Valquirias wagnerianas

Sinfonias de Beethoven


*

Pavonismo ciceroneano
de escritores contemporâneos
O poeta bate-cartão
cumpre os rituais de seu ofício
come o pó de giz
faz a Política-libido
faz sexo-Político
e ainda assim, poeta
tudo é práxis, poiesis
teoria e prática
dialética
Marx-Lenin
Ladrões de Bicicleta
de Vitorio de Sica
e Steeleye Spain

*

Marighella
Lamarca
Jesus Cristo
Zumbi
Che Guevara
não exisitiram
para serem
endeusados
contemplado
peças do museu
quadros pendurados
galeria de artes
antes para
serem superados

"A queda" de Serra nas pesquisas e das vendas do PIG (Partido da Imprensa Golpista)

Assita aqui a uma montagem muito bacana sobre o filme "A Queda", As últimas horas de Hitler (e do PIG)


PIG organiza seminário a R$500 por participante para se organizar para a campanha 2010

"Só a cicuta de sócrates salvará o mundo!"


Oswald de Andrade

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