sábado, 17 de abril de 2010

Lendo Gasolina & Lady Vestal ao som de Charlie Bird Parker

Ontem à noite cheguei do trampo, mandei ver dois pedaços de uma pizza a dois contos cada que comprei na rua Fernão Dias no rumo de casa, uma cerva em lata aqui em pinheiros e fui mandando ver na leitura dos poemas o Iaque Louco, Ecce Homo, Lady Vestal, como a poesia vem a mim, do Gregory Corso.
Achei este livro num sebo na Liberdade em Outubro do ano passado. Antes dele, só o xerox em inglês com poemas do Corso, Ferlinghetti e Ginsberg em inglês, da Penquin Books (American Modern Poets). E mandei ver nesta ai (só encontrei em inglês, não tive paciência de digitar):

"this prophecy came by mail:

in the last murder of the birds

a nowhere bird shall remain

and it shall not wail

and the nowhere bird shall be a slow bird

a long long bird



somewhere there is a room

in a room

in which an old horn

lies in a corner

like a handful of rice

wondering about BIRD"

("Requiem for 'Bird' Parker")





Via

a

       lua
                   
         dançarina

bêbeda
           
          na noite

mostrando
                         
                        seus dotes

entrenuvens
                              rebolando
             
              gingando

contorcendo

num strip
            
            mostrava

peitos
                   
       bunda grande

a lua

               sorria

sacana

olhava

             em

minha

                    direção

usava
               
                  tanga

fio-dental

                        que passava

entre-dentes

                          usava
luvas

                    vermelhas

hipersexys


Celso Torrano.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Mais alguns sons que vinham do bar do cearense mais gente boa e rocker de SP



Estes todos nós escutávamos em fitas K7 por volta de 2000, entre baratinhas passeando pelas fotos nas paredes engorduradas, jurupingas, barangas, traficantes, sambistas da vai-vai e uma pinga de alambique de Guaxupé. Noites frias, com neblina, em que se pegava o ônibus de volta na Praça 14 Bis e às vezes se acordava no ponto final do J. Rosa Maria, e pegava carona de volta pela manhã.
Hoje estava escutando estes sons no trenzão da CPTM, voltando do trampo em Osasco.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eis a trilha sonora que rolava no Bar do Gera. Boas lembranças, entre tantas, estou curtindo agora no 2 em 1 (já que o 3, o CD player pifou e nem vale a pena consertar)

no 2

Piadas e mais piadas: essas vem via correio do interior, da minha tia

A LETRA DO MÉDICO É QUE DEIXA O CLIENTE DOIDO.


*Às vezes, ser ruim de português compensa...*



Uma senhora, já nos seus 70 anos, vai reclamar com o filho que já não estava mais agüentando o fogo de seu idoso marido, que transava com ela 3 vezes ao dia. O filho, preocupado com a reclamação da mãe, vai e conversa com o pai.

- Papai, eu sei que sexo é bom e saudável, mas a mamãe ta reclamando do seu exagero. O que está acontecendo?

- Olha, filho, eu só tô seguindo a orientação do médico. Pode olhar a receita.

O filho, então, pega a receita que diz:

"COMER AVEIA 3 VEZES AO DIA"


Anã com dor na periquita quando chove


Uma anã vai a uma consulta ginecológica. O médico pergunta em que podia ajudar.


- Bem doutor... Na verdade não sei como dizer... Mas cada vez que chove a minha vagina dói.

- Dói? Mas como?

- Ah, doutor, ela dói, arde, FICA avermelhada...

- Deita aí que eu vou examiná-la. O médico observa atentamente e diz-lhe:

- Na verdade não encontro nada de anormal... Mas como é a dor?

- É uma dor muito intensa. O interessante é que sinto somente quando chove...

- Bem, venha num dia de chuva, assim posso fazer um diagnóstico mais preciso.

Passam-se 15 dias e numa tarde chuvosa aparece no consultório novamente a anã.

- Ai, doutor. Não aguento mais de dor! Hoje, que está chovendo, está doendo muito novamente!

O médico olha e manda-a deitar-se na maca ginecológica.. Coloca um lençol entre as pernas, agarra uma tesoura e começa a trabalhar.

Depois de cinco minutos:

- Como se sente?

A anã caminha um pouco e diz:

- Estou muito bem doutor, já não sinto nada. O que é que o senhor fez?

- Nada. Só lhe cortei um pouco os canos das botas de borracha..




MINEIRIM COM DOR NO PÊNIS


Eta minerim possante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Essa é muito boa , não deixe de ver .... Minerim, chamado Moisés, vai ao médico com dores no pênis.

Chegando ao consultório, ele narrou seu dia a dia para o médico mais ou menos assim:

Acordo 4 hora da manhã, dô umazinha na muié, tomo banho, dô otrazinha namuié, tomo café, dô mais umazinha na muié e vô trabaiá no miarau...

As 10 hora vorto pra lanchá, dô umazinha na muié, tomo o lanche, dô mais umazinha na muié e vorto pro miarau...

Meidia vorto pra armuçá, dô umazinha na muié, armoço, dô uma drumidinha (pruque dispois do armoço dá congestã), acordo, dô umazinha na muié e vorto pro miarau ...

Quatro hora da tarde paro de trabaiá, vô pra casa, dô mais umazinha na muié, tomo um banho, dô otrazinha na muié, janto, drumo e no otro dia começo tudo otra veiz...

O médico ficou horrorizado e disse ao Matuto que sabia o que estava causando as tais dores no pênis:

- O seu problema amigo, é que você está fazendo sexo demais!'
O Matuto levantou as mãos para o céu e disse:
- GRAÇADEUS, DOTÔ! 'EU TAVACHANDO QUE ERA AS PUNHETINHA QUE EU TOCAVA LÁ NO MIARAU' ...

 
O Bêbabo e os anões

Um grupo de anões decide jogar futebol.


Alugam um campinho na várzea e vão pra lá contentes e eufóricos...

Lá chegando, percebem que não existe vestiário e então decidem vestir o uniforme no banheiro do boteco lá perto.

Todos entram e se dirigem para o fundo do bar, onde ficava o banheiro.

Chega um bêbado e pede uma garrafa de cachaça.

Após alguns minutos, passam pelo bêbado os jogadores anões, vestidos de azul.

O bêbado não entende nada, fica abobado, mas continua bebendo.

Em seguida, passam os anões de uniforme vermelho.

O bêbado chega pro dono do bar e diz:

-'Aí maluco, fica ligado que o pebolim ta fugindo!'
 
 
 
 
O mineirinho na zona
 
O mineirinho fazia muito tempo que não dava uma. Chegou na zona e disse para

a menina:

- Quanto você cobra?

- 100,00 reais.

- Muito caro uai ...que isso??? Muito caro!!!

- Então 50,00 reais.

- Não, não.... eu só tenho 12,00 reais.

- É muito pouco... por este valor eu não dou.

- Então eu te dou 12,00 reais e o meu celular.

A gata pensou, pensou (avaliou o momento econômico) e disse:

- Topo.

Foram para o quarto, ficaram horas... depois o mineirinho levantou, botou as

calças e deu 12,00 reais para a menina, que falou:

- E o celular?

- Anote aí.... 8805-9423




Sorria: mais algumas pra descontrair. Bom humor combate o câncer

Tem uma série de piadas e tiradas engraçadas que recebo de uma ex-aluna (prefiro dizer ex-tudante, já que alunos quer dizer a-lunus, "sem luz" do grego e latim, conceito depreciativo formulado nas universidades medievais, como se estudantes não soubessem de nada) que chegam aos montes.

Ai vão algumas:

O significado de Botox

Pedido de casamento de um homem inseguro para uma mulher interesseira

Piadas:

EU FUGI DA ESCOLA ENTÃO QUEM É MATEMÁTICO EXPLICA ESSA BAGAÇA OK?



Não diga sua idade! Eu vou dizer!


Vou dizer sua idade pela MATEMÁTICA DA CERVEJA!

Não trapaceie! É rápido!

1. Primeiro: escolha o número de vezes que voce gostaria de tomar cerveja na semana (mais do que 1 menos que 10)

2. Multiplique o número por 2 (apenas para ser ousado)

3.. Adicione 5

4. Multiplique por 50 (vou esperar enquanto voce pega uma calculadora)
5. Se voce já tiver feito aniversario esse ano some 1760. Se não tiver feito, some 1759.

6. Agora subtraia os quatro dígitos do ano em que voce nasceu.


Voce agora deve ter um número de três digitos. O primeiro digito foi o número que voce escolheu!


E os proximos dois números são SUA IDADE! Depois me paga gelada uma pelo meu talento e fica tudo certo.


ESTE É O ÚNICO ANO QUE ISSO VAI FUNCIONAR (2010) ENTÃO ESPALHE ENQUANTO PODE.

Lições de sobrevivência

Lições tão sábias, sempre vale a pena relembrar... QUATRO LIÇÕES BÁSICAS DE SOBREVIVÊNCIA!



Lição número um:


Um urubu está pousado numa árvore, fazendo nada o dia todo. Um coelho viu o urubu e perguntou:

– Posso sentar como você e ficar fazendo nada o dia todo?

O urubu respondeu:

– Claro, por que não?

Assim, o coelho sentou-se embaixo da árvore e ficou descansando. Subitamente apareceu uma raposa que saltou sobre o coelho e o comeu...

MORAL DA HISTÓRIA: Para ficar sentado sem fazer nada, você precisa estar sentado muito, muito alto.



Lição número dois:


O peru estava batendo papo com o touro. 
 
– " Eu adoraria ser capaz de chegar ao topo daquela árvore", suspirou o peru, "mas não tenho força... 
 
– "Ora," replicou o touro, "por que você não come um pouco do meu esterco? Ele tem muitos nutrientes".

O peru bicou um pedaço de esterco e verificou que realmente isso lhe dava a força necessária para chegar ao primeiro galho de árvore. No dia seguinte, depois de comer mais uns bons nacos de esterco, ele chegou ao segundo galho. Finalmente depois de duas semanas, comendo esterco de boi, de búfalo, das zebras, ele estava orgulhosamente empoleirado no alto da árvore. Imediatamente foi visto por um fazendeiro que atirou nele...

MORAL DA HISTÓRIA: Qualquer bosta pode levar você ao topo, mas não manterá você lá.



Lição número três:


Quando o corpo foi criado, todas as partes queriam ser chefe. O cérebro foi logo dizendo:
– Eu deveria ser o chefe, porque controlo todas as respostas e funções do corpo.
Os pés disseram:
– Nós deveríamos ser o chefe, porque carregamos cérebro para onde ele quiser ir.
As mãos disseram:
– Nós é que deveríamos ser o chefe, porque fazemos todo trabalho e ganhamos o dinheiro.
E assim foi com o coração, pulmões, olhos, até que chegou a vez de o cu falar. Todas as p artes riram do cu por querer ser o chefe. E foi daí que ele entrou em greve, bloqueou-se e recusou-se a trabalhar..
Em pouco tempo os olhos ficaram vesgos, as mãos crisparam, os pés se retorceram, o coração e os pulmões entraram em pânico e o cérebro teve febre. No final todos, concordaram, e o cu passou a ser o chefe. Todas as outras partes, então, faziam seu trabalho, e o chefe ficava sentado e deixava a merda passar!
MORAL DA HISTÓRIA: Você não precisa de cérebro para poder ser um chefe; qualquer cuzão pode ser.



Lição número quatro:


Era uma vez um pardal cansado da vida.... Um dia, resolveu sair voando pelo mundo em busca de aventura. Voou até chegar numa região extremamente fria e foi ficando gelado até não poder mais voar e caiu na neve. Uma vaca, vendo o pobre pardal naquela situação, resolveu ajudá-lo e cagou em cima dele. Ao sentir-se aquecido e confortável, o pardal começou a cantar. Um gato ouviu o seu canto e foi até lá, retirou-o da merda e o comeu....
MORAL DA HISTÓRIA:
1)Nem sempre aquele que caga em cima de você é seu inimigo;
2) Nem sempre quem tira você da merda é seu amigo;
3) Desde que você se sinta quente e confortável, mesmo que esteja na merda, conserve seu bico fechado!!!

Gostei tanto destas: eis que as publico aqui

 Veja o vídeo da Reza brava para afastar as chuvas do Zé Alagão

quarta-feira, 14 de abril de 2010


Pós-greve e recomendação a um "jovem" professor


Diante das enxurradas com leptospirose neoliberal, o “pensamento único”, embalado na assepsia do “politicamente correto”, procria uma ideologização pragmática e de indolor contágio.

Para os que (ainda) torcem o nariz contra a eficácia das mobilizações dos atores sociais e o quanto isto (realmente) incomodam as elites dirigentes político-econômicas, creio que vale a pena refletir sobre uma “recomendação expressa” para "convencimento amigável" que foi dirigido "docemente" a minha pessoa nesta quarta-feira de 14 de abril de 2010:

*

"Acho que o senhor não precisa de dinheiro, senão não faria greve... E greve é pra gente que vive de ideologia."

(Diretora de escola da rede pública de São Paulo)



Dois e-mails que recebi hoje muito interessantes:


O primeiro, recebi do Sérgio Iscaro, professor, colega de classe (tanto como mestre, como estudante). Postarei novamente o vídeo da reza brava do Serra para resolver as chuvas.


O segundo é de um professor da rede também, O Wellington, do Tatuapé, capital.

A beleza e a dor profunda da vida


Sábadp passado foi aniversário de um amigo, o Washington, lá na casa da mãe dele, em Paraibuna, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Quando ele "cravava" seus quarenta e dois (gosto desta expressão, como Nietszche escreve no Ecce Homo), e fiquei pensando sobre a beleza da vida, cheia de dor e alegria, o vento derrubando seus figos doces do conhecimento, dos amigos todos breacos cantando, escutando os discos velhos que estão na casa da velhinha dele e tomando cerveja, pinga da boa e outras cositas más. Hoje estou escrevendo, neste baita frio, ouvindo uma bolacha dupla do Small Faces e outra do Kleiton e Kledir.

Dai lembrei também de como é importante esta relação entre escrita e vida, como fez o grande Frederico, em Eis o homem, Rousseau e Santo Agostinho em  confissões autobiográficas. E também do minicurso sobre os beats pelo Grande Claudio Willer, que conheço há no mínimo uns 14 anos, depois também no curso com Eunice Arruda há uns doze anos, na livraria Duas cidades, e que admiro e respeito muito.
O cara é um estudioso mesmo do assunto, mostra todas as relações entre Proust, Joyce, London, Melville, a Odisséia de Homero, Blake, Lautreamont, Withman, entre outros clássicos com os beats sem forçar a barra; não é um falso saber arrogante de quem acha que sabe tudo e demonstra que o negócio é abrir mesmo o livro da vida e mandar ver, estudar pra valer e não demonstrar mais uma falsa consciência de quem come mortadela e arrota chester. Não tem conversa fiada.

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