quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Botecos engordurados à óleo de linguiça e torresmo
Arranha-céus ocupados com roubas fantasmagóricas sem-teto
Putas com caras de jararacas e jacaroas de batom vermelho
Velhos e mendigos com caixotes bob marleys
A estação da Luz é um cafezal
Os prédios transpiram
Enquanto o trem corta e chacoalham
tchuc tchuc tcha tcha tcha tcha thuc tchuc
Entre cortiços preenchidos com ar frio
fábricas cheias de cogumelos e mato
Lápides brotam no jardim da Luz
Chaminé da estação
Torres gêmeas da Estação Júlio Prestes
e da Sala São Paulo com música
Os arcos ingleses da Estação da Luz
ao som de um piano
Passam bias de cigarros
na mente
Pombas plúmbeas voam e rastejam
Pingam lágrimas em gotas
um som surdo

mudo





*




Jacas ouriços caem circulando
Folhas de alface e búzios gigantes na grama
Mordem dentes de leão sangrando no alto de árvores
O brilho de olhos de Jaboticaba no carro de mão
o cachorro mija uma rajada quente e fogosa de gonorréia
Enquanto passo pelo esqueleto do peixe dissolvido no jardim
Bem-te-vis canto de prata e 
maritacas vozes de castanholas


*


Charles Bronson cangaceiro
Passeia pela estação da Luz
Penélope gatinha de rosa
Desce as escadarias
Pessoas com mente privadas
Machuca a alma uma chaga de profundidade secular ou até mesmo milenar
                         O encontro de almas perdidas no tempo que não podem se amar
Esse amor é o deus Eros, o filho de recurso e pobreza
                                       Você dá tudo por um grande amor, até o que não tem
É uma entrega sem reservas e limites
      Você se pega chorando copiosamente numa manhã de domingo pelos seus fracassos e derrotas
A pequena imagem brilhante, os olhos de misteriosa a profundidade daquela sabedoria transcendental
         Os cabelos pintados de fogo que emolduram um rosto angelical e demoníaco
Vão se perdendo entre as brumas e a escuridão das lembranças
                        como aquela pequena que pegou na mão com medo do escuro
a argentina que tinha todo um trejeito para te deixar louco
     Você descobre a infelicidade e fragilidade da sua condição demasiado humana
O quanto você é: nada. A tristeza te acompanhará pelo resto da vida
  Você vagará com esta decepção esta falha esta angústia pelo resto da vida se fracassar
como uma tortura na sua alma pelo resto da sua existência e de outras
                                 Cair derrotado com classe e requinte é para poucos 
Só os bons perdedores caem com estilo

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seguindo após Pitangui até Muriú-RN

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Desenhista do bar e restaurante Salada Record

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