terça-feira, 18 de novembro de 2008

Outras fuleiragens



Estavam em uma noitada numa pracinha. Havia uma gordinha dando em cima dele fazia tempo. Um camarada tinha arrastado a sua irmã. Lembrou de que a gordinha ficou passada de bêbada e sobrou para ele.
É sempre assim: a primeira vez da gordinha, no sexo e no porre: a primeira nunca conta, nunca é para valer, nunca quebra o cabaço pra valer. A segunda já desce melhor, vai mais fácil adentro na mulher. Ela tinha catorze ou quinze no máximo. Então, quanto mais faz, mais ficava melhor.
Ela ficou no pé dele o carnaval quase inteiro. Quase que entrava em outro esquema, com duas fubanguinhas e um camarada, ele foi até atrás, bebinho, mas chegou tarde e não tinha sobrado nada. A gordinha teve a moral de ir atrás, na casa de um camarada. Ele até ligou para casa e falou com o véio. Disse para que viesse embora, e ele disse que não, "que tudo lá estava muito bem". Todos riram, pois estavam loucos e chapados.
O moleque estava sentado, em frente do salão principal da cidade, o carnaval rolando. A gordinha ficava beijando, esfregando, pra ela que era feia, foi vantagem. Só chegou um mané comédia, dizendo que ele estava deixando a sua “sobrinha assim bêbada”, e tal e tal. Uns camaradas chegaram, a própria gordinha chegou, dando água e tudo mais, der um esporro no pau no cú do tio dela, querendo dar mesmo pra ele e ficar em paz. Depois ainda chegamos a dar uns chutes, umas bicas no mané, num bar na cidade, meses depois que o trombou. Ele ficou na moral, mas depois voltou com uma galera. Eles também tinham número, ainda que menor. O moleque chegou a errar um soco no ar, de bêbo que estava, ele veio com uns golpes de caratê, acertou um soquinho de moça, separaram, a coisa ficou por isso mesmo.

*

Outra fuleiragem que aprontaram e que não deu em nada foi com o Cristiano, o diabo loiro, o Rob Halford casabranquense. Arrumaram umas minas, compramos um conhacão, e fomos tomando em casa. Sempre sobrava alguma para ele, desde que veio no Bixiga uma vez e uns caras ficaram estranhando.
Uma era uma putinha, tinha mais experiência. A outra, uma loirinha, gordinha, baixinha, que depois Albanês descobriu que nem pêlo na buceta ela tinha.
No entanto, a baixinha começou a dar trabalho. Bebeu um pouco a mais. Fico lá na sala, Albanês tentando dar uns amassos, enfiou o dedo lá e descobri que a gordinha era virgem. Nem emplumada ainda ela era. O diabo loiro ainda pegou ela no quarto, ela gemia, resistia, e ele tentava bombar, entrar na gordinha.
Albanês partiu para cima a putinha, uma vez que ela pediu para secar sua calça, que tinha molhado. Só não rolou porque um pirralho ficou enchendo o saco. A gordinha berrava, batia na porta, pedia para sair. Na saída, seu camarada ainda jogou a borracha na cara dela e xingou as vadias, que só deram trabalho.

"Ele morava com a mãe. Ao entrarmos, a velha senhora ergue os olhos de seu jornal:
-Hank, não vá embebedar o Timmy.
-Como vai, sra. Hunter
-Da última vez que você e Timmy saíram juntos, os dois acabaram na cadeia
." Henry Chinaski no Factótum.

Augusto participou da treta que evolveu um camarada seu. Saiam as vezes para tomar umas biritas, mesmo caminhando pelo bairro, até um supermercado. Pegavam o litrão, da pingaiada, misturavamos com alguma coisa para sujar.
Na volta, o camarada as vezes dava uma de xarope. Tomava as decisões sozinho, achando que dava conta do recado. Passaram uma vez pela casa, estava rolando uma festa na garagem. Ele falou que uma mina, nesta festa mexeu com ele, deu um xingo, sei lá. O Augusto falou que deixasse quieto, e que seguissem seu rumo, pois aquilo nada significava, e ele nem tinha ouvido. Apesar de ser menos de um ano mais novo, a experiência em lutas de Augusto, ganhas ou perdidas, deram a medida de quando entrar ou não em uma. E naquele caso, era claro que era bobagem pagar para entrar em um jogo em que se ia perder de goleada.
O resultado é que o bicho teimoso foi lá, e ainda chegou falando alto. Tinhas uns caras gordos, fortes, que só se alimentavam bem de hambúrgueres e faziam musculação, que já chegaram descendo o braço. Em Augusto, acertaram um soco de raspão, na têmpora, ao lado do olho que inchou, e ele teve que esconder no domingão em casa. O seu camarada estava com umas botinas que usava. Puxou-o para correr, pois com aquela leva não podíam mais, e ele veio depois de ver a merda que aprontou. No entanto, Augusto saiu rasgando por aquele fim de Bonfa. Já o seu camarada não teve a mesma sorte com seus saltos altos. Tropeçou, virou bola, um saco de pancadas. Augusto só conseguiu voltar para ajudar a carregar. E ele mancou um bocado ainda.






O pior foi a vez que, em um show do AC/DC, o cara resolveu se vingar da polícia que havera reprimido Augusto por uma danação que ele aprontara. Deu um mijão no carro de uma rádio, discutiu com o "promoter", levou uma prensa dos gambés, mas sabia o que tinha feito e segurara sua onda.
Já havia derrubado a garrafa de Velho barreiro. Perderam de vista e a conversa uma mina gente fina, que curtia vários sons do Terço; depois, resolveram ir embora. Eis que do nada o cara resolveu a sair correndo numa ladeira e começou a dar umas bicas, socos nos retrovisores dos carros. Ignorou, que, nesta circunstâncias, os guardadores tornam-se cães de guarda, pois são pobres trabalhadores flanelinhas, e este tipo de coisa sempre sobra para as costas deles.
Augusto tirou os caras de cima, puxando, mas eles estavam socando o seu camarada. Pegaram a cabeça dele. Só pode ver o resultado: o cara ficou com uma janela na frente, sangrando um bocado, os beiços inchados, lavando com a água da rua. Depois para disfarçar, o cara ficou tirando onda, mexendo com as primas até chegar na USP, afastando as mulheres que se aproximavam do Augusto. Mas nada conseguiu consertar a sua cagada.

*

Nem tudo foi azar. Teve um carnaval que parecia que ia mal, que seria um fiasco. O truta chegou, com suas cabeleiras a la Grand Funk, e apavorou toda a cidade. Diziam que parecíamos tomar ácido, tamanha curtição. Ele até ganhou a fama de lobisomem na cidade.
Na primeira noite em que chegou, foram parar até próximo da boçorocas, subindo no pé de Jambolão, com um monte de pingaiada na cabeça e outras coisas mais. O resultado foi que, no meio da noite, não deu outra: rodopiou tudo, Augustinho chamou o Juca pra valer, no chão, como já havia feito. Só que desta vez foi foda: o jambolão mancha um bocado. O pior é que ele já tinha experiência anterior no assunto... quem mandou comer jambolão naquelas alturas da noite?
A melhor parte foi após os 4 dias, sem conseguir nada, só mandando ver em todos os tipos de pingaiada, de repente, do nada, de um boteco, saem duas mulheres. As duas eram mais velhas, tinham uma boa conversa. Augustinho desceu acompanhando a morena de cabelos curtos. Olhando suas madeixas, suas coxas. Foi descobrindo que era uma historiadora. Sempre curtiu as historiadoras. Ele ainda gostaria de uma outra, só que loira, de Ribeirão, mas que não deu em nada. Elas são tão nostálgicas.
Bom, a morena era devoradora. Foi agarrando, dando uns beijos. Quando sentaram na calçada, a mina chupou o seu dedo. Pensou: "putz, hoje será o maior tesão. Esta mina trepa gostoso, dá para ver de longe!"
Pois, para sua surpresa, o truta, ao ver que iria perder a comida fina, começou a dar um escândalo de chorar. Agostinho estava dando o maior dos agarros, os beijos apertados, até alguém conhecido gritou o seu nome, mas ele nem viu, já que estava muito bem ocupado, dando uns agarros e quase entrando dentro da mina, apertando-a contra a parede e tirnado uns gemidos dela. Mas as minas foram embora. Não rolaria nada.
O seu camarada deu escândalo, rolou no chão, estrebuchou e chorou com romantismo. Ainda tiveram que agüentar mais um pouco na praça. Foi pena não encontrá-las no outro dia. Também, a volta foi boa, tomando cerveja no trem, oito horas de viagem. Rumo à capital, em um trem que nem existe mais, Mogiana a Campinas.

Mais histórias de Tom Sawyer e Ruck Finn



Mais histórias de Tom Sawyer e Ruck Finn

Estava lembrando de mais histórias de porradas. E porradas, lembro de várias vezes de um moleque, o argentino, Carlitos, que morava na sua rua, nos tempos de moleque. O pai de Carlitos tinha um bom negócio, ele tinha uma grana, mas era um tanto bruto em compensação. A única coisa que valia a pena na casa do Carlitos era sua irmã gostosa, a Mariana. Era uma morena da pele cor de jambo, cabelos pretos, uma boca pequena, delíciosa. Foi sua namoradinha, deu vários beijos, amassos, mas nada mais além, pois tinham dez a doze anos. Coisa de moleque mesmo.
Naquela ocasião, faziam umas festinhas. Em uma em que foi, na Avenida, na casa do Marcos, tava toda uma galerinha, tinha música, iluminação. Pois o folgado do Carlitos começou a encher o saco. Para tirar um barato, disse que tava de fralda. O moleque veio tirar um barato. Quando de repente, o sangue subiu nos seus olhos, falou: “ei, cê ta pensando o que, fedelho?” De um lance, deu uma porrada, de esquerda, outra com a direita. Ele esboçou um soco, mas que não senti, tamanha a fúria e raiva ue sentia. Tarde demais, Ele caiu no chão, chorando. A festa acabou mais cedo para o pirralho.
Toda a galerinha, que gritava porrada, agora o erguia nos braços o André, o Marcos etc. Comemorando o fato de ter mandado embora o pentelho, o irmão da gostosa que todos cobiçavam. Foi daí até que penso que ela começou a prestar mais atenção em sua pessoa.


tai o moleque, na época com dez anos: já degustava a fruta numa festinha

Às vezes, íamos à boçoroca, eram boas, outras ruins. As legais é que voltávamos parecendo homens-lama, homens caranguejos, que saiam do barro, endurecidos.
Não curtia especificamente as guerras, principalmente quando estava na parte da água, em que era vidraça fácil dos camaradas mais acima, nos morros, que tacavam barro sem dó.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O Augusto e a moreninha do Bixiga

Não era como esta (mais jambo e cacheados os cabelos ainda), mas dava um caldo...hum!

O Augusto estava na velha esquina Bixiguenta. Tomava uns tragos com seus camaradas, conversa vai, conversa vem, íam biritando um velho vinho da bodega da nove de julho ou um coquinho também. Matando garrafas. Sempre naquela mesma esquina, sagrada, profana, da Santo Antão com a Treze.

De repente, colou um carro branco. Era uma velha amiga de um camarada. Mas ela não estava só: trouxe uma colega, uma amiga sua.
Ela era uma moreninha muito gata, com o cabelo preto, todo cacheado. Tinha uns peitos bem durinhos, firmes, não muito grandes, tesudos. O corpinho também muito gostoso, muito tesão no conjunto. Começara a trocar idéias, sobre muitas coisas, principamente sobre rock and roll, mas também rolava idéias com a mesma intensidade da noite, da arte, da política e da boemia.

Quando de repente, o camarada, que já lanchara várias vezes a amiga dela, convidou-os para ir junto para o seu apê. Foi um ótimo convite, exitamos um pouco, por deixar camaradas de fora, mas não tinha jeito, a coisa tava rolando entre os dois, tinha que terminar assim.

Lá rolava um esquema, pois era uma kitch, mas separada entre sala e quarto, por uma divisória. O Augusto foi com sua deusa moreninha. Percebeu que ela tinha pouca experiência na coisa. Tirou a roupa, viu os seus peitinhos, achou-os gostosos, tocá-los, apertá-los, eram duros pra cacete! A primeira coisa ao tirar sua calcinha foi sentir aquele cheiro saudável de sua bucetinha. Que bucetinha maravilhosa, pêlos pretinhos, cheirosa. Na primeira foda que deram, no primeiro dia, ela não tinha se soltado muito.
Mas ainda voltaram a se trombar, no mesmo lugar, no mesmo esquema. Na segunda, ela deu uma gozada bem gostosa, quando ele apenas a pegava, tocava uma siririca nela. Ele meteu bem gostoso também, pra valer. O outro casal ficava observando o que falavam, um falava, outro calava, e assim por diante, e davam risada. Foram trocar idéias na cozinha da kitnet. Ela falou que curtia Doors, esta LA Woman.

Foi uma perda muito grande pro Augusto, aquela moreninha era muito gostosa, não conseguiu trombá-la mais assim ao acaso, nas noites bexiguentas. Só veio a trombá-la mais uma vez, em um ponto de ônibus da 9 de Julho, perto do Chopp Haus, esperando para voltar no fim da madruga, após uma farra com uma caixa de cerveja que pegamos de uma festa, ele e o companheiro Daltônico. A morena estava com outro cara, mas teve a coragem de vir e cumprimentar o Augusto, com um sorriso, tamanha sua gratificação e a lembrança daquelas noitadas.

Mais vadiagens do Albano

Tá bom, dirão que ele está exagerando na comparação (ela é mais gorda, tem o cabelo curto)

Albano costumava ir ao bar Cultura. Não era grandes coisas, mas sempre tinha uns doidos para trocar uma idéias, tomar umas biritas e mulheres que às vezes davam sopa.
Foi num dia de semana, terça, ou quarta-feira, se não estava enganado. O bar estava cheio, quando de repente, chegou uma negrona, bem forte mesmo, que começou a dar mole pro Albano.
O Albano logo sacou, e chamou a mulher na chincha. Ela começou a dar uns beijos, a falar do olhar carente do Albano. Logo veio o convite: "vamos para o apê que estou ficando", de minha amiga, lá na Saúde. O Albano, já no grau, topou na hora. Foram pegar um busão, que passava lá na Avenida. Saltaram perto.
Quando chegaram, a amiga estava dormindo no quarto. A nega chegou, foi buscar as coisas no quarto e foram para a sala.
Bom, a Nega curtiu, e falou: "agora você vai ter que me descobrir". A nega estava na seca, na vontade, e o Albano, com a imaginação etílica, pode fazer de tudo, chupou, meteu, na frente, atrás, por todo jeito. Ambos no chão do apê, que não era de nenhum deles. O Albano deu uma foda bem legal, pegou de quatro, até cansar.
O Albano tinha que trampar logo cedo. Tomaram um banho, a nega fez café pra ele. O Albano partiu em retirada.
O Albano ainda chegou a trombar a Nega por mais uma vez naquele apê. Na ocasião, tiveram a chance de curti-lo sem a dona, tiveram o apê todo para si.
A nega começou a grudar muito no Albano, mas este deu um corte. A mulher chegou até a ir atrás, seguindo-o, no ônibus. Mas o Albano soube dar um pé na bunda, não queria se apegar a ninguém, pois queria todas ao mesmo tempo naquela época.
Até hoje, quando a nega cola no Albano, como ocorreu no último carnaval, percebe-se que ela ainda suspira alto por ele.

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