sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Pessoas

Há pessoas doidonas - ao mesmo tempo que beijam, cravam o punhal nas costas
Há pessoas piradas - ao mesmo tempo que amam, trapaceiam e fazem de otários
Há pessoas malucas fazendo amor com roupas de astronauta, outras se masturbam com luvas de pelicas
Há pessoas lunáticas que cobram educação e polidez mas são estúpidas, dão coices a todo momento
Há pessoas carrascas o bastante, com  o senso apurado, planejando o próximo golpe
Há pessoas loucas o suficiente pra te ver como um meio ou um cifrão
Há pessoas sanguessugas pra cacete: chupam até a sua última gota de energia e criação
Há pessoas brutas o bastante que nos tiram do sério com suas loucuras, explosões, ciúmes e paranóias
Há pessoas sádicas o bastante pra te perseguir, pegar seus erros nos míííínimos detalhes
Há pessoas planejando o amanhã com medo de viver qualquer imprevisto
Há pessoas tomando engov pra encarar a bebedeira e não sabem o que é uma ressaca
Há pessoas pegando no seu pé porque você toma seus pileques - elas não são felizes
Há pessoas implicando com nossos vícios ainda que elas tenham vários e os escondam
Há pessoas escondendo seu medo de amar e seu medo mortal de errar
Há pessoas palitando os dentes escondidas no banheiro com vergonha de mostrar
Há pessoas que tem vergonha de usar os talheres "errado" e nem vão almoçar
Há pessoas amando com sacos plásticos e outras com medo de pegar sapinho ao beijar
Há pessoas trepando como uma máquina de foder - não sabem que só bons amantes gozam com prazer
Há pessoas pedindo que você não escreva mais poemas e matando a sua criação
Há pessoas arrependidas, outras não pedem desculpas, outras nem tem pudores
Há pessoas que não sabem que viver é só uma vez, não arriscam e nem petiscam
Há pessoas com medo de sair do script - borram nas calças ao viver novas emoções
Há pessoas que renegam os próprios sentimentos as experiências e vivências do passado
Há pessoas vivendo o planejado,  não sabem a delícia de uma surpresa ou imprevisto
Há pessoas que arrotam e cagam leis para os outros cumprirem que nem elas mesmas cumprem

Como religiosos fanáticos dizendo a todo momento o que ou como você deve fazer, pensar ou dizer
Já vi todo tipo de pessoas: medíocres no poder, santas virarem putas 
caras com estilo no trampo que levam, putas religiosas
pessoas sem feeling no que faziam, prostitutas virarem políticas profissionais:
o que no final das contas é a mesma coisa
Sem contar as pessoas sem sal nem sabor que continuam a viver o delírio do cotidiano
A piração é uma constante, a vertigem, frequente, as pessoas insanas e dementes
Uma pessoa dessa em cada esquina à sua espera pra te ferrar
Com seus dentes enormes de fascistas 
abertos
à sua espreita
prontas 
pra 
te 
devorar.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

domingo, 31 de julho de 2011

A poesia chega
Com um gosto de sangue
Uma mordida na boca
Toda poesia que não tem
vísceras, tripas e bofes
é destituída de significados
Só uma verborragia
sem conteúdo vivido
A poesia deve ter carne
e não idealizações 
metafísicas banais
A poesia é o corpo
de uma mulher
Precisa saber ser amado
Muito bem acariciado
É uma arte
É preciso estar compenetrado
É preciso ter estilo, classe e requinte
Pra lidar com as palavras
Elas também são femininas
muito versadas
Qualquer deslize é fatal
Correr o risco
no chuvisco

Ver o brilho
do corisco

Nos olhos
o cisco

De Assis
é o Francisco 

O marisco
é um petisco

No joelho 
tem o menisco

Vem aqui
que eu te belisco

Vida louca e bandida


Ontem após uma reunião do setorial de Educação fui conferir o Bourbon Jazz lá no Ibirapuera. A maior surpresa que tive foi ao chegar, não foi a passeata pela Educação, algumas pessoas buzinando, a moçada com cartazes. Até ai, beleza.

Quando passei pelos portões da Assembléia Legislativa, observei algumas faixas, manifestando contra a  maconha. Percebi que haviam centenas de faixas, e logo vi que era alguma igreja, pois todos faziam uma coreografia, como uma dança, e todos estavam de branco naquele estacionamento.

Uma das faixas que mais chamou minha atenção continha os seguintes dizeres: "para manifestar sua liberdade de expressão, você precisa estar lúcido" (ou sóbrio, só sei que o sentido era esse). Pensei cá com meus botões: porra, será que alguém tem que decidir o modo como o outro irá protestar? E aonde estão os direitos e liberdades individuais?
Até no direito à cidadania dos doidões, maconheiros, loucos querem dar pitacos? Esse mundo está ficando cada vez mais careta e provinciano. Essa é só uma pequena amostra da falta do que fazer e a bisbilhotice com os assuntos da vida alheia que nos atrasa um bocado.
Mas faz parte do jogo democrático, assim é melhor deixá-los protestar do que calar sua voz.

Ri mais daquela, e fui me embrenhando a pé, no meio das pessoas. Chegando por lá, encontrei o velho amigo Toco, a Cinélia e mais alguns amigos que lá estavam com ela. Nos divertimos um pouco com a rabeca country, O Clash que mandaram, tudo muito bem regado a um Camparão, que desceu muito bem com a raspadinha do isopor que eles levaram e rodelas de laranja que o toco colocou.

Ainda convenci o Toco a irmos pra Osasco conferir o Carlos Careqa, em sua nova apresentação. O local estava vazio, ele entrou até de graça, e o mais legal, havia uma narrativa de Buk, a Delícia Sabattela mandou muito bem em "Geni e o Zeppellin", "Filosofia", de Noel Rosa, além de canções  e textos de Bertold Breccht e Kurt Weil da ópera dos três vinténs. Pra fechar, tem que ser o "Guaraná Jesus", do ótimo "À espera de Tom". Foi um ponto alto da noite.

Depois mais birita em botecos imundos de Pinheiros, coxinhas pra matar a fome (nem tenho comido muito esses dias). Fecharia perfeito se eu não tivesse perdido de vista o Toco no meio do caminho. Daí, depois dessa, desisti de procurar, o bode do sono me fez ir pra casa, as baterias arriadas dos últimos dias, sem comer nada até agora e com pouquíssima esperança no ar.
Uma dança de ratazana
Mil caras e disfarces
Angelical
Um sorriso puro
O nome virginal

Esconde por trás da máscara
Uma serelepe 
esperta
serpente
garapeira
Uma atriz profissional ou 
uma mera atriz?


Sorriso cínico
Dissimulado
Bipolar
eufórica
passional
Sabonetona
Lisa como quiabo
Mordeassopra
Num conflito insolúvel
trágico destrutivo


Não engana
Muito tempo
O coração vagabundo de um
Maluco ocioso e doido
Idiota quixotesco
Um tarado
Lírico-romântico e sentimental
Que não teme o erro e o engano
O jogo da aparência e essência
O devir, o fluxo contínuo, a mudança
Não perde a ternura
Nesse mundo cão dos diabos 
Nem com a frieza aritmética
Das suas ações calculadas


Uma mosca de bar
Leva seus tombos
Mas cai atirando pra todos os lados
Sangra o peito em chaga aberta
Nunca desiste da luta e do sonho
Conhece bem o gosto da derrota
É um vencido e vive com eles
Saber perder é uma arte
Exige estilo  classe
Requinte e experiência
Quando levanta da queda
 De uma luta de cão
Fogueira das paixões e vaidades
Discussões porradas, tapas, arranhões
Beijos, mordidas, pegadas
desejos entremeados na alma
Muito intenso como briga de facas
Um jogo que não teve mais fim
mentiras, inverdades e falsidades
Ciúmes, orgulho, desprezo, dissimulação
Vida louca, amor louco e doentio
Terrorismo e manipulação psicológica fascista
Um jogo de cena e de intrigas
Que faria Stendhal ou Laclos rirem

Nessa luta de boxe
Você errou feio
Um jab e um direto
fora do prumo
pisou na bola
Mijou fora do penico
se fodeu legal
Péssima jogada
Pra fora do ringue
As burras cheias de grana
Mas você cada vez  mais vazia
Feito  
uma  
casca  
oca 
da 
noz 
sem 

noz
sem 
luz-própria
à 
vista

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