terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nanocontos, cem toques cravados ou sei lá que diabos chama-se isto.

Hoje demos uma volta pelo centro modorrento, Luz, Santa Cecília, Campos Elísios, Barra Funda. Vi vários bebuns de rua perto da Igreja do Calvário, e teve um com que me identifiquei, ele tinha uma barba e bigodes tão espessos e pretos, e uma careca, falei para a Cleia que ficaria parecido com ele.

Comecei a explorar este novo formato, de mini narrativas, limitadas a cento e quarenta toques, que é uma imposição de formas do twitter. Não se pode vê-lo só do ponto de vista das redes sociais, é claro que é, mas também pode-se discuti-lo do ponto de vista da forma. No caso da escrita, ou de toda semiótica, uso de imagens, comunicação, também propõe uma nova forma e uma nova estética. E, claro, toda comunicação, toda escrita, é social também, ocorre em determinada sociedade e certo momento histórico.

Há uma sinceridade e espontaneidade maior, do momento, que pode ser conferida por lá, também podemos explorar a poética por lá. Quem quiser conferir, é só seguir em:

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um clima um tanto mórbido e hitchcok

Segundona parada, só terminei um módulo do curso na internet, depois preparei uma macarronada de improviso com uma daquelas linguiçinhas frita no azeite com cebola roxa, juntando com os restondonte ou okisoboro, feijão preto, arroz e macaxeira. Fomos até a Santa Ifigênia, comprar o interruptor para o banheiro, procuramos um adaptador e deixei um aparelho no conserto. Ainda que seja véspera de feriado, as lojas estavam bem cheias, bem movimentadas. Véspera do dia das crianças.
Fiquei lembrando de uma cena bem hitchcokeana, com o suicídio do supervisor de ensino José Carlos, este senhor falou comigo a pouco tempo atrás, devido minha postura inquieta e crítica no trabalho, de querer opinar e participar das coisas, eu acabo criando confusão, mas é da minha índole, sou insubmisso e causo incômodos por não aceitar as coisas e querer mudar, fazer de um modo diferente. Ele lembrava o Nosferatu, do clássico diretor expressionista alemão, Murnau. Eis que, pelo fato de sua mulher ter morrido, doença, ele já esteve internado, e recentemente, muito fragilizado, psicologicamente, não segurou as pontas e se enforcou.
O clima está meio mórbido últimamente, e hoje andando perto da cracolândia, vendo os prédios onde provavelmente faremos nossa morada, tive impressão de ver umas fantasmagorias. Aquele lugar de trabalho está um tanto que carregado, uma morre de acidente de carro, outro suicídio, e por ai vão as coisas. Só deu uma larica e vontade de comer doces, quindim, apfelstruddel, tortas de nozes, e depois correr pra casa pra me esconder da friaca nos cobertores.

Saldo do embate de ontem


domingo, 10 de outubro de 2010

Vida nublada

Tempo frio, nublado, o meu nariz começa a coçar pra burro quando fica esse vai e vem entre sol e chuva típico da primavera. Agora neste domingão está um bocado frio, um tempo bom para assistir uns filmes com my baby, minha negra e índia potiguar.
Fico lembrando que tenho que trocar o interruptor do banheiro, mas não tive tempo ainda. É só eu conseguir passar na santa ifigênia ou mesmo na rua dos pinheiros que compro um novo, já que a única lojinha perto de casa fechou. Fizemos o almoço hoje, foi bom, preparei uma salada para acompanhar o delicioso guizado de carne com macaxeira, arroz e feijão preto com nacos de carne de charque. Nós já deixamos pronto, ou melhor, a receita é dela, do melhor caldo de mandioquinha para esquentar esta fria noite.
Fico só pensando na vida, na sua dor e em sua beleza. Tô fazendo  um bocado de cursos à distância no PC, o do concurso, outro de lato sensu e também outro mini curso que aproveito para divulgar aqui, do Claudio Willer, muito bom, bem amplo.
Esse Domingo friorento dá uma baita de uma preguiça, o ótimo é que esta semana será mais uma semana de saco cheio. Mais tempo para procurar um abrigo e sair do perreio do aluguel.  Estamos encontrando algo compatível com nossas possibilidades, e tem a haver um pouco com que já visualizei em sonhos malucos, perto da República. Afinal, já faz mais de uma década que damos dinheiro para o proprietário. E é um dinheiro suado que não tem volta. Eu olho para traz e vejo o quanto foi surrado e pancadão estas paradas, a escuridão e o negrume de nada certo, tudo incerto, mas agora que que tem conseguir algum cantinho pra ter uma padoca pra ir, um boteco com bilhar, como vejo o Zé Geraldo durante a semana por aqui? Só que é no centro, baby, é melhor ainda. Vamos tocando como podemos essa vida.
Nessas horas é que penso que alguns são felizes e não sabem, pois o que vejo de tipinho com cabelinho punk ou emo que posa de escritor melancólico, outsider  ou pseudo-maginal, mas que não passa nenhum aperto na vida, já estão com suas continhas pagas pela mamãe ou papai ou pela esposa e podem escrever seus delírios ou elocubrações, ficar bem loucos, curtir orgias e chapações todo dia. Ok, baby,  you win, tudo é permitido, beautiful, respeito, compreendo, não importa de que forma que tu ganhas teu larjã, se roubando um banco, planejando o assalto ao trem pagador ou seja de qualquer forma. But, sorry... ser  um punk de boutique com uma renda mínima de cidadania na Europa ou no new deal nos EUA pós-crise de 1929 é uma coisa; ser um working man no Brasil, outra totalmente distinta. A working man, That´s what I am, parafraseando o Rush mais um pouquito.
Eu só quero um pouco de sossego e descanso numa sombra, navegar por mares virtuais, piratear e contrabandear alguns tesouros musicais, como esse fusion do Embryo magnífico rabecões e xilofones ou acompanhado de livros e bons amigos para eu  ficar tomando umas e espantar o tédio deste Domingo modorrento. Vez em quando, escrever uma besteirinha ou outra, mas eu não sou artista não.

Curso Claudio Willer

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