quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Passeio pelo vale do ouro nas Gerais

                                            Dirceu, na ponte dos Suspiros, rumo à casa de Marília
Marília em minha casa, ao lado de meus versos
A Igreja de São Francisco, vista do sobrado de Dirceu, com Marília
Dirceu subindo para seu quintal tocando sua lira
A vista da serra do sapo, no quintal de Dirceu
A frente do sobrado de Dirceu


Acabei de tomar uma caipirinha agora, que eu mesmo fiz, de vodka. A nêga disse que tava muito boa, ela é suspeita. Ela assistia um filme, enquanto fui escrevendo este relato, que acabo gora, gorinha.
Fiz uma viagem com uma turma enorme, dez pessoas, pela Estrada real, o vale do Ouro, nas Minas Gerais. Fomos na quarta e voltamos segunda, anteontem. Foi bom revisitar, poder tirar fotos dos monumento Barrocos rococó a céu aberto. Eu já havia feito este trecho, só que em outras condições e circunstâncias, há doze anos atrás, conforme contei antes.
Levei uma bica de um trampo no sebo do messias, ou melhor, me demiti, entre outros bicos que fiz naquele ano e resolvi dar o fora, cair numa viagem. Juntei uma grana e fui pra lá de ônibus, até Ouro preto, onde me hospedei. Ia de ônibus de linha pra  Mariana, que é pertinho. Pra Congonhas do Campo, peguei carona na estrada pra ouro branco. Lá tem um ponto concentrado de Barroco num alto da cidade. O centro é só comércio. Pra São João del Rei, eu fui em outra mão, numa das vezes em que fomos pra Carrancas, terra das 200 cachoeiras. De lá é mais perto, do trevo de Lavras dava pra pedir carona e conseguia facinho. Tudo na dureza, na vadiagem, com a mochila azul nas costas.
Desta vez já estou mais maduro, mais vivido e experimentado. Juntamos uma grana (pra dez fica mais em conta a divisão, sem contar a farra, as piadas e confusões, fica mais engraçado). Sem contar que ficamos nos albergues da juventude, tudo é bem em conta, café incluso etc. Quem dirigiu foi o Anderson, que nos levou de van, pois queriam ter a oportunidade do alto de seus mais de oitenta anos conhecer a preciosidade daquele vale encrustrado de diamantes, ouro, prata e outras pedras preciosas, que foram surrupiadas pelas metrópoles européias e um tanto estão nas Igrejas ainda. Além das próprias Igrejas e suas arquiteturas do século XVIII, as esculturas e pinturas que as ornamentavam, de Aleijadinho e do Mestre Athayde. Sem falar nas casas de Tomás Antônio Gonzaga, o Dirceu e sua amada Marília; a de Alphonsus Guimarães, em Mariana; e a sala onde morreu o incofidente e poeta Cláudio Manoel da Costa, na Casa dos contos, que servia de prisão também.
A noite de São João é boa, depois de uma chuva, e tudo bem barato, dá pra comer e beber bem por dez contos no centro. Tomei uma cachaça boa pacas, chamada butiqueira, mas nem achei garrafa pra trazer infelizmente. Encontrei outra boa, mas nem tanto. A noite de Ouro Preto eu já conhecia, mas está bem diferente de doze anos atrás. Há uma juventude bem fodida, proletária, periférica da cidade e arredores, sem opções de lazer, que fica na rua Direita, tomando seus turbinados pra flertar, agarrando as meninas e também brigar muito. Saiu até uma treta no sábado. Mariana é mais tranquilo, tem um bote chamado corujão, rola uns DVDs de rock que curti lá, Roger Waters, Queen e outros. O dono, seu Zé, é muito simpático, a noite não vai além de meia noite e meia, só dá pra prolongar no corujão mesmo. Já as de Tiradentes e Congonhas, não tive oportunidade de curtir a noite, pois só fui de passagem, com da outra vez. A comida é boa, embora pesada pra quem não tem estômago de avestruz. Pra quem já é calejado com comida nordestina, bahiana, paraibana, como é o meu caso, um tutu,  feijão tropeiro e torresminho mineiro são fichinha, uma delícia. Não senti nada no estômago.
Da outra vez, há doze anos, nem máquina fotográfica eu tinha nas mãos pra registrar estas belezas. Tá tudo na cachola, na minha memória. Tem coisa que nem encontrei desta vez. O trampo traz tudo, e todos que ralam duro quere ter seu direito às férias. Porra, eu ralo tanto e ainda poeto (não-punheto) no meu tempo livre.  Bato ponto, sou concursado, me ralo, quero mais é GOZAR minhas férias. Juntamos uma turma de dez pessoas, ficou barato até, só fui fazendo uma de cô-piloto, dando as dicas do caminho pro motorista que nunca fora para Minas, e tudo foi um trem bão demais.
Até conquistarmos uma sociedade em que o tédio seja regra e não exceção, como na suécia, suiça; quando nao precisar haver a superprodução da China, ainda teremos que intercalar ócio e trampo. A era do tédio é vindouranas palavras do profeta Vigarista Jorge, que li na volta. Farei um resumo aqui com imagens, que falam muito mais do que qualquer palavras. Vão ai alguns versos que escrevi na época, em 1998:

"Inconfidentes
Tiradentes
pôs-se a frente
a morrer"

              Em São João del Rei, com busto de música, no largo no Centro Histórico                                            
A equipe toda, de piadas e rebuliços, numa ponte de SJ del rei
Rezando na casa de Orações em del Rey










Rua do pilequinho, em SJ del Rei
Detalhe do cemitério o lado da Igreja do Carmo, em SJ del Rei
Diabo no poste da praça atrás da Igreja do Carmo
Entardecer n frente da Igreja do rosário dos negros, Em Tiradentes
Na cadeia de Tiradentes

O próprio Tiradentes, em sua cidade natal (poste)
Na entrada da cova os leões, estrada de Mariana a Ouro preto
O Santíssimo, três anjos escondidos em uma salinha, apenas com dois furos na porta (foto proibida é mais gostosa, na Pilar, Vila Rica)
Por do sol na Praça Tiradentes ao fundo, ao lado da Igreja das Mercês (abaixo, à esquerda)

                 Em Mariana, nos clérigos (acima, direita)

Na Igreja Conceição, onde estão enterrados corpos de Aleijadinho e pai, Ouro Preto, Vila Rica
Celso na cova dos leões, perto da Igreja dos Negros, em Mariana
Em Mariana, na Rosário dos negros
De novo, frente dos Clérigos, em Mariana
Casa do poeta Alphonsus Guimarães, em Mariana
Junto ao profeta Daniel, na cova dos leões (Congonhas)
O Santuário Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas
Cristo carrega a cruz, em um dos passos de Congonhas
Obra de aleijadinho, pintada por Athayde

A sambista crioula doida de Ouro Preto em fuga após me "dar" o dedo médio,
ao tentar tirar uma foto em que ela exibia seus dotes dançarinos.
Até dois paralelepídedos ela chutou em minha direção.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Passeio em Itu

Foto de Cleo, Manoel e Fernando em Itu-SP
Esta eu tirei. Depois posto outras, que estão me devendo.

 Dei um tempo por aqui. Uma vez que estou mandando ver, não preciso escrever. Escrever vem após viver. Quem só escreve muito é porque não vive. Isso vem desde a época dos escribas do Egito. São uma casta burocrática que se interpõem com sua escrita, o seu registro e a  nossa própria vivência. Mas não podem substituí-la nunca. Não conseguem. A experiência é única, (in)comunicável. Diria incomunicável, mas a experiência é comunicável apenas por quem a vive. E daí pra outro entender vai uma distância enorme.
 Até consertar o sifão da pia do banheiro, os ralinhos do banheiro e da área de serviço do apêrto, eu já troquei. Já dei uma geral na vista e nos dentões também. Por isso que dei um tempo aqui. Pois é que estava mandando brasa, saindo muito, viajando.  Fui até em Itu, no final de semana retrasado, mostrá-la para meus grandes amigos, uma vez que eles nunca foram até lá. Eu já fui, mas fazia muito tempo. Tirando uma baita de uma ressaca de cerveja, vinho e Dreher da noite anterior me fizeram suar a beça, e forcei um juca que veio só bilis, tava tudo em cima. Fomos pela Raposo Tavares, com o sol rachando mamona e voltamos mais rápido pela Castelo.
 Itu é massa, calor, eles andaram de trenzinho, tiramos fotos com os o violão, o orelhão, o semáforo, bodoques (eles chamam de baladeira em Natal), tudo gigante. Na hora do rango, uns filé a parmeggiana, que é a especialidade da casa. Eles ainda deram um rolê no trenzinho, enquanto preferi ficar na praça, tomando um vento fresco daquela tarde de verão.

Big charros de Itu
Ouça o bêbado de Chocolate Jesus, de Tom Waits

cinta LIGA das SENHORAS CATÓLICAS



Nietzsche e Deus estão mortos

Clique duas vezes no título e veja Oswaldo Giacóia falar sobre a morte de Deus

Nietzsche em Jena

Já ouviu falar daquele louco que acendeu uma lanterna numa manhã clara, correu para a praça do mercado e pôs-se a gritar incessantemente: 'Eu procuro Deus! Eu procuro Deus!'. Como muito dos que não acreditam em Deus estivessem justamente por ali naquele instante, ele provocou muita risadas... 'Onde está Deus!', ele gritava. “Eu devo dizer-lhes: nós o matamos – você e eu. Todos somos assassinos... Deus está morto. Deus continua morto. E nós o matamos...” - (Friedrich Nietzsche, Gaia Ciência (1882), parte 125.)

Paranoiac visage, de Salvador Dali
Cristo morto - Maurizio Bottoni (2004) Colezione dell'artist - Milano

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seguindo após Pitangui até Muriú-RN

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Desenhista do bar e restaurante Salada Record

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