A verdade vem a toda com a clareza de mil sóis
A verdade tarda mas não falha arrebentando convicções
Mulheres índias e negras desbancaram você
Sem meias verdades ou palavras
Você caiu do seu altar, perdeu o seu trono
A rainha foi desbancada, está nua
Morte das ideolatrias de deusas e musas
Restam suas falcatruas e cartas na manga
de golpes mal sucedidos e crimes mal feitos
Seus religiosimos de nada adiantaram
ou serviram
Sua falsa moral farisaica apareceu
A noite é para os fortes de espírito
pra aqueles que resistem e
desmascaram com um sopro
sem violência, sem agressões
apenas com a ética dos vencidos e
dos malucos boêmios sinceros
Poemas, causos, memórias, resenhas e crônicas do Celso, poeteiro não-punheteiro, aquariano-canceriano. O Celso é professor de Filosofia na alcova e numa Escola Estadual. Não é profissional da literatura, não se casou com ela: é um amante fogoso e casual dela. Quando têm vontade, dão uma bimbadinha sem compromissos. Ela prefere assim, ele também: já basta ser casado com uma profissão, a de professar, que já dá muito trabalho. Escreve para gerar o kaos, discordia-ou-concórdia, nunca a indiferença.
sábado, 17 de dezembro de 2011
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