quinta-feira, 8 de abril de 2010

A greve tira a mediocridade das pessoas que a realizam e que pensam sobre a mesma


Porra, a greve deve acabar, a vagabundagem e a iconoclastia divertida de colar cartazes ESTAMOS EM GREVE e causar a ira e discussão com diretoras mal resolvidas vai com ela também, entre outros barracos que foram aprontados. Toda semana pregando num deserto para milhares de pessoas, na estação de trem, na porta de escolas com estudantes e mesmo no comando da greve, tentando convencer aqueles que ainda mentiam pra si próprios e fingiam lecionar e continuavam nas escolas com toda merda que está posta. Durma com um barulho desses, a desunião é muito grande.

O pessoal retrocedeu com o rabo entre as pernas, tudo medroso e covarde, tudo bundão. Afinaram do pau. Antes sair derrotado, surrado, caído no chão, do que passar por cagão e bunda-mole que amarelou na hora da briga. Voltamos com olhos roxos, cicatrizes, arranhões, mas quem não viveu não sabe como é a parada. E esta nem de longe foi a primeira derrota, nem mesmo será a última, assim como o prazer e a dor andam juntos, derrotas e vitórias se alternam. A primeira que participei já faz mais dez anos, deu em derrota, mas ainda continuo vivo. Nem por isso não me vejo como alguém bancando de perdedor que fica reproduzindo a mesma fórmula de choramingar pelos cantos, fora do contexto de uma outra sociedade, do entre-guerras e pós-depressão de 1929. Nunca se lançaram de cabeça num abismo com tudo, nunca tiveram culhões de se detonar, se foder completamente de ficar sem grana e ainda vem me falar de convicções, de violência e como valentes e derrota no pé do ouvido. É mais fácil ganhar grana posando de derrotado do que sair no pau, tudo cú na mão. Só faltou ocuparmos um prédio, o que pode acontecer aos 45 do segundo tempo.

Por conta desta a vida ficou bem melhor, o ritmo da vadiagem, embora em certos momentos de uma greve se trabalhe mais que o normal, mas tudo dura pouco e acaba uma certa hora. Até a derrota tem fim uma hora, ou um gosto doce de momentos em que nos sentimos como reis.


E por falar em FODIDO e mal pago, recebi este e-mail de um amigo que admiro, o Sérgio, de Sumaré:

"Vocês sabiam que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da família real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais?

Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham que pedir consentimento ao Rei, que, então, ao permitir o coito, mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase
'Fornication Under Consent of the king' (fornicação sob consentimento do rei) = sigla F.U.C.K.., daí a origem da palavra chula FUCK.

Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações:
'Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo' = sigla F.O.D..A., daí a origem da palavra FODA.

Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase: 'Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Auto-induzida', sigla P.U.N.H.E.T.A.

Vivendo e aprendendo...
Lúcio"

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